Prefeitura nota “quebra” na quarentena e passa a considerar toque de recolher em Cuiabá

Movimentação nas ruas será monitorada a cada 7 dias e um comitê especial vai cruzar dados para dizer se é preciso ou não

(Foto: Luiz Alves)

A orientação era ficar em casa e, por isso, o comércio estava fechado e o transporte coletivo limitado. Mesmo assim, nos últimos 5 dias houve um crescimento visível de movimentação nas ruas de Cuiabá. A prefeitura detectou esse desrespeito ao isolamento social e o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) anunciou neste sábado (4) que pode decretar toque de recolher na Capital.

Em um pronunciamento feito pelas redes sociais, Emanuel disse que a medida vai ser considerada a cada 7 dias. Para isso, vai criar um grupo de trabalho permanente com representantes das Secretarias Municipais de Saúde, de Mobilidade Urbana e de Ordem Pública.

“Eu não gostaria de ter que fazer isso, mas se precisar, vou fazer”, disse o prefeito.

O grupo vai ter a missão de analisar dados como o volume de pessoas nas ruas e o crescimento ou não da quantidade de pessoas infectadas – ou com suspeita de infecção – pelo novo coronavírus.

Além do toque de recolher – sobre o qual Emanuel Pinheiro não adiantou detalhes – o rodízio de veículos na Capital – que deve ser implantado nos moldes do que ocorre em grandes metrópoles, ou seja, de acordo com a numeração da placa – pode vir a vigorar.

Poderia ser melhor

Segundo Emanuel Pinheiro, as medidas de isolamento social implantadas em Cuiabá surtiram efeito positivo. O prefeito não citou números, mas leu trecho de um relatório técnico que apontou que a curva de propagação do novo coronavírus na Capital foi menor que a inicialmente projetada para o período.

“Mas poderia ter sido melhor”, ele ressaltou, destacando ter sido visível um “relaxamento” das pessoas nos últimos desses primeiros 15 dias de restrição em Cuiabá. Houve mais pessoas nas ruas, em supermercados e até em praças públicas, ele citou.

“As mudanças de hábito cansam, estressam, mas é um sacrifício de poucas semanas”, disse o prefeito, que chegou a suplicar: “por favor, fique em casa! Não vamos brincar porque aparentemente está tudo normal. O inimigo é invisível”.

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