15 de abril de 2026 09:41
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Potencial do trabalho remoto no Brasil tem queda de 6%

Cai número de empresas que adotam o home office no Brasil
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Redação

O potencial brasileiro para o home office caiu de 22,7% para 16,7%, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A estimativa surgiu de uma comparação de um estudo envolvendo 86 países – entre eles o Brasil – e os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Do IBGE, os pesquisadores do Ipea levantaram números de brasileiros empregados e que, de fato, possuíam condições de exercer o trabalho de forma remota.

A pesquisa com os 86 países mapeou, em 2020, o potencial desse trabalho remoto. Foi estimulada pelas medidas de distanciamento social impostas pelo coronavírus. Ao aplicar a metodologia desses autores para o Brasil, estimou-se um potencial de trabalho remoto de 22,7% no período imediatamente anterior à pandemia de covid-19.

Na observação dos dados do IBGE, todavia, o percentual de pessoas em trabalho remoto efetivamente – os dados são de maio de 2020 – era de somente 13,3% e chegou a 9,2% em novembro do mesmo ano.

Para obter a reestimativa e encontrar os 16,7% acima citados, foram avaliadas as condições dos trabalhadores como, por exemplo, se possuíam computador, acesso à internet ou mesmo energia elétrica na residência.

1/5 dos brasileiros não têm como fazer home office

O texto para discussão intitulado “O trabalho remoto potencial e efetivo no Brasil: possíveis razões de um hiato elevado” mostrou que, cerca de um quinto dos trabalhadores em ocupações passíveis de serem realizadas de forma remota não possuíam meios necessários para estarem em home office, ou seja, não tinham computador com acesso à internet ou mesmo energia elétrica constante em seus domicílios.

Os pesquisadores também recalcularam, por Unidade Federativa (UF), os percentuais de pessoas com potencial de exercerem suas atividades de forma remota no país. Eles notaram que houve uma redução generalizada no potencial de teletrabalho em cada UF, com destaque para os Estados das regiões Norte e Nordeste.

Os menores percentuais foram observados no Pará (8,1%) e no Maranhão (8,2%). Em contrapartida, São Paulo (21,1%) e Distrito Federal (28,1%) – a UF mais rica do país – continuaram com os maiores percentuais.

(Com Assessoria)

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