A Polícia Federal diz que dois vereadores em Várzea Grande foram eleitos em 2024 com a ajuda de compra de votos. Eles ofereciam até mesmo fornecimento de água potável para conseguir voto. Os casos são investigados na Operação Escambo Eleitoral deflagrada nesta terça-feira (11).
Os alvos são os vereadores Adilsinho (Republicanos) e Feitoza (PSB). Os investigadores cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nos gabinetes e nas casas dos vereadores. As ordens judiciais foram dadas pelo Juízo de Garantias do Núcleo II do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Segundo a Polícia Federal, a investigação aos vereadores começou no dia 6 de outubro de 2024, dia da votação em primeiro turno. Duas pessoas foram presas com compra de votos e por meio delas os investigadores chegaram aos vereadores alvos da operação.
“No decorrer da apuração, a Polícia Federal identificou que dois vereadores eleitos foram beneficiados com a compra de votos. Os suspeitos se utilizavam de promessas de pagamento em dinheiro e até mesmo fornecimento de água, óleo diesel e outros benefícios em troca de votos”, diz a PF.
Feitoza (PSB) foi eleito vereador com 2.438 votos (1,76%) votos válidos, e Adilsinho recebeu 2.249 votos (1,63%). Adilsinho faz parte de uma bancada partidária de três membros na Câmara de Várzea Grande, e Feitoza tem um colega de partido em mandato.