O Partido Liberal (PL) vive um momento de tensão interna na montagem da chapa para a Câmara Federal em Mato Grosso. Apesar do discurso de força e da projeção de eleger entre duas e três cadeiras, a concentração de nomes competitivos tem gerado insegurança entre pré-candidatos, que temem não alcançar votação suficiente para se eleger ou se reeleger.
Nos bastidores, já há movimentos concretos de possível saída. O deputado federal Nelson Barbudo avalia uma filiação ao Podemos, enquanto o pecuarista Thiago Boava mantém conversas com o Republicanos. A leitura de ambos é de que a disputa interna no PL pode reduzir as chances individuais na eleição.
A avaliação entre lideranças políticas é de que uma chapa muito forte pode acabar deixando nomes competitivos fora do Parlamento, mesmo com boa votação. Esse cenário tem provocado rearranjos estratégicos antes do prazo final de filiações partidárias.
Hoje, a legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro reúne deputados, ex-prefeitos e vereadores com capital eleitoral consolidado, mas o quadro ainda é considerado instável. Caso as baixas se confirmem, o PL deverá intensificar negociações para recompor a chapa e tentar manter a meta de ampliar a bancada federal.





