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Crônicas Policiais

PF e Gaeco deflagram operação contra organização especializada em crimes de Novo Cangaço

Novo Cangaço
Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

A Polícia Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) da capital, deflagraram na manhã de hoje (10) a segunda fase da Operação Baal com o objetivo de cumprir buscas e prisões relacionadas à integrantes de uma organização criminosa voltada à prática de roubos nas modalidades “domínio de cidade” e “novo cangaço”.

Segundo a PF, foi constatado que os principais fornecedores das armas de fogo, das munições e dos explosivos utilizados pela organização criminosa são Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

Novo Cangaço em Confresa

A investigação teve início a partir de informações provenientes da tentativa de roubo a uma base de valores ocorrida em abril de 2023, em Confresa (1.050 km de Cuiabá), quando vários criminosos foram presos ou mortos no confronto com as forças de segurança, sendo que um deles residia em São Paulo e integrava a facção criminosa.

Além disso, ainda conforme a PF, foram encontrados vídeos em que um dos CACs ministra aulas de tiro de fuzil para outro integrante da organização criminosa. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar e 3 mandados de prisão preventiva em São Paulo (SP) e em Buri (SP).

Os roubos no estilo “Novo Cangaço” constituem uma forma de conflito não convencional e proveniente da evolução de crimes violentos contra o patrimônio, no qual grupos criminosos impedem a ação do poder público por meio do planejamento e execução de roubos que causam um verdadeiro terror social.

Operação Baal

Atendendo ao pedido formulado pelo Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de mais 3 investigados, entre eles um integrante de uma facção criminosa que permaneceu foragido de 2005 até 2024, quando acabou preso em outra investigação capitaneada pelo GAECO de Campinas (SP).

Na ocasião, foram apreendidas armas de fogo, acessórios, munições, roupas camufladas e outros objetos comumente utilizados na prática de crimes ultraviolentos.

Por conta dos elementos colhidos na primeira fase, em maio deste ano, o Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou 18 pessoas que se tornaram réus após o magistrado acolher as denúncias e, caso condenadas, cada uma deverá arcar com R$ 5 milhões a título de indenização por danos morais à coletividade.

(Com Assessoria)

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