Os senadores de Mato Grosso anteciparam os eventuais votos na proposta de lei que aumenta a proteção de parlamentares, conhecida como PEC da Blindagem. Jayme Campos (União Brasil) e Margareht Buzetti (PP) são contra o projeto, e Wellington Fagundes (PL) disse que vai aprová-la.
Os senadores se manifestaram esta semana à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) logo após a repercussão da votação na Câmara dos Deputados. A bancada de Mato Grosso votou em peso a favor.
Jayme Campos disse que a proposta cria uma “casta de privilégios” para deputados federais e senadores, incluindo no grupo os políticos “que não têm compromisso com o amanhã do Brasil”.
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“Eu sinto vergonha que a Câmara aprovou uma matéria como essa. Cidadãos que fazem política com altivez, com respeito ao eleitor, não votarão em hipótese alguma em uma matéria dessa. A maior tragédia da história contemporânea do Brasil”, disse.
Margareth Buzetti, mesmo apoiadora de Jair Bolsonaro, disse que a PEC da Blindagem gera a sensação de que os políticos tentam se proteger a qualquer custo, independentemente da gravidade da situação.
“Há crimes que não podem ficar à margem da investigação judicial. Esse tipo de blindagem coloca em dúvida o caráter e a responsabilidade dos representantes eleitos, quando, na verdade, precisamos dar exemplo de transparência e compromisso com a Justiça”, disse.
Wellington Fagundes usou um argumento político ao invés do criminal, como seus colegas, para defender a proposta. Segundo ele, os políticos mais à esquerda têm a liberdade de dar declarações, inclusive com ataques à oposição, sem qualquer risco, enquanto os mais à direita estariam sendo perseguidos.
“Hoje, no Brasil, existem dois pesos e duas medidas. A esquerda pode nos atacar livremente e nada acontece. Já com parlamentares de direita, basta abrir a boca para sermos perseguidos, cassados ou até presos. Essa PEC vem para corrigir distorções e assegurar que o mandato com liberdade”, disse.
A PEC da Blindagem torna obrigatório que o Supremo Tribunal (STF) receba aval do Congresso para abrir processo contra parlamentares. A proposta ressuscita uma regra que havia sido extinta em 2001 por ser considerada geradora de impunidade.




