Um agente da Polícia Federal passou a ser investigado pela Polícia Civil após ser acusado de intimidar estudantes dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O episódio está relacionado ao caso da lista que classificava universitárias como “estupráveis”, denúncia que gerou forte repercussão na instituição nas últimas semanas.
De acordo com a apuração, o policial é pai de um dos acadêmicos investigados por participação na elaboração e divulgação do conteúdo. O caso está sob responsabilidade da 3ª Delegacia da Capital.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o agente circulando pelo campus acompanhado do filho. Segundo relatos feitos por alunos, ele teria abordado estudantes envolvidos nas denúncias e feito ameaças relacionadas à continuidade do curso dos acadêmicos.
O estudante que procurou a polícia afirma ter sido intimidado após denunciar o caso envolvendo a lista de alunas. Um boletim de ocorrência foi registrado e uma representação criminal também foi encaminhada às autoridades.
A Polícia Civil informou que o policial federal foi chamado para prestar depoimento, mas ainda não compareceu. Em outra versão apresentada à polícia, o agente alegou que foi até a universidade porque o filho estaria sendo alvo de ameaças de outros estudantes.
Além da investigação sobre as supostas intimidações, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) conduz outro inquérito para apurar a criação e o compartilhamento da lista com nomes de universitárias.
O caso provocou manifestações de estudantes e mobilizou a administração da UFMT. Diante do clima de tensão, o curso de Engenharia Civil adotou aulas remotas temporariamente para as turmas do primeiro semestre, enquanto as atividades práticas foram suspensas.
Paralelamente, a universidade abriu procedimentos disciplinares para investigar a conduta dos alunos apontados nas denúncias. O Ministério Público Estadual também acompanha o caso.





