CidadesEspecial

Oito anos e diversos exames de DNA depois, mulher encontra filho biológico

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Imagina, depois de 15 anos, descobrir que o bebê que você criou, com amor e carinho, não é seu filho biológico. Esse foi o drama vivido pela Gislene Diogo da Silva, moradora de Rondonópolis (212 km de Cuiabá). Desde que descobriu a troca de bebês, foram oito anos e diversos exames de DNA feitos, até que, neste mês, a angústia chegou ao fim. O caso foi noticiado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (14).

A troca de bebês e a busca incessante, tanto pelo filho biológico quanto pela família do filho que ela e o marido criaram, foram noticiados pelo LIVRE no mês passado. Conforme relatamos, Gislene comentou sobre a história de sua família em um desabafo feito nas redes sociais no dia 31 de agosto deste mano. O objetivo, segundo ela, era, justamente, encontrar seu filho biológico.

Foi em 2010 que a história começou. Segundo Wandré Pohl Castilho, hoje com 23 anos, contou ao Fantástico, ele procurou os pais para pedir um exame de DNA depois de tantas brigas com o irmão, que, em uma comum e boba brincadeira, dizia-lhe que ele não era filho de seu pai. “Eu fiquei bem chateado, então cheguei para o meu pai e falei para fazer o exame. O meu pai olhou para mim e falou ‘não, meu filho, vamos fazer, sim’”, lembrou.

Quando fez o exame, Wandré tinha 15 anos. Depois do primeiro resultado, o laboratório pediu uma segunda coleta, para confirmar o resultado e, por fim, constatou-se que o rapaz não era filho de Gislene. “Você saber que tem um filho ali e de repente ele não é seu. Você criou, amamentou e não é teu filho biológico. É desesperador”, disse a mãe.

Segundo Wandré, depois que soube do resultado, ele chorou bastante. Tinha medo de que seus pais não o amassem mais da mesma forma.

O caso, então, virou investigação e foi parar na Justiça. Em 2012 foi aberto um inquérito policial para apurar a troca de bebês. Para a polícia, a Santa Casa de Rondonópolis, onde Gislene deu à luz, não respondeu ao inquérito. Havia sido solicitada a relação de nascidos entre os dias 10 e 16 de fevereiro de 1995, mas nada foi entregue. O mesmo pedido chegou a ser feito pelo Ministério Público Estadual (MPE), e mais uma vez, o hospital não se manifestou.

Foi apenas em 2016, quando a delegada Juliana Buzetti assumiu as investigações, que a polícia conseguiu uma cópia da lista de nascimentos. Desde então, diversos exames de DNA foram feitos. Nenhum havia dado positivo.

Ao Fantástico, a delegada disse que lhe chamou a atenção sobre um bebê que nasceu no dia seguinte, às 6h15. Segundo contou, ela suspeitava de que a troca das crianças poderia ter acontecido durante o banho na maternidade.

Uma nova bateria de exames recomeçou, mas o último deles teve fim na delegacia, neste mês de outubro de 2018, quando se confirmou que Gislene era mãe de Leonardo, e Wandré era o bebê que nasceu no dia seguinte. A descoberta terminou em festa de família e Wandré percebeu que, na verdade, o amor de seus pais chegou a aumentar.

Conforme a reportagem, porém, ainda não foi possível identificar o que resultou na troca dos bebês.

Para conferir a reportagem completa, clique aqui.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Símbolos nazistas são encontrados em centro acadêmico da UFMT

Caso foi levado às instâncias superiores da universidade para providências
Geral

MRV é condenada por falhas em apartamento e terá que indenizar moradora em Cuiabá

Imóvel apresentou infiltrações, rachaduras e alagamentos após a entrega
Geral

Anvisa prepara nova regra para barrar “canetas emagrecedoras” piratas e irregulares

Agência discute normas para manipulação e transporte de insumos no dia 29; plano de ação mira mercado ilegal de semaglutida
Crônicas Policiais

“Olhos digitais” do Vigia Mais MT recuperam dois veículos roubados em menos de 24h

Sistema de leitura de placas (OCR) identificou moto em Alto Taquari e HB20 na região de Querência
19 de abril de 2026 01:04