15 de abril de 2026 04:32
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Muçulmanos terroristas ligados a assassinos de padre francês estão sob julgamento

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Luiz Felipe Costa

Na última segunda-feira, 14, deu-se início ao julgamento dos asseclas aos assassinos do Padre Jacques Hamel, que atuava na arquidiocese de Rouen. Em 26 de julho de 2016, o sacerdote de 86 anos foi decapitado por terroristas do Estado Islâmico enquanto celebrava a Missa na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray. As informações são da ACI Digital.

Na ocasião, os muçulmanos Adel Kermiche e Abdel-Malik Petitjean invadiram o local gritando “Allahu Akbar” – “Deus é grande”, em árabe. Segundo o site, antes de atacarem friamente o presbítero Hamel, os jihadistas começaram a depredar as imagens religiosas.

“Mas, o que estão fazendo? Acalmem-se”, confrontou-os o padre. Os islâmicos, então, tentaram fazer o religioso se ajoelhar diante deles. O sacerdote se negou e, por isso, foi apunhalado. Testemunhas contam que ele morreu gritando: “Afasta-te, Satanás!”.

Os culpados e a perseguição aos católicos

De acordo com a ACI Digital, os terroristas Adel Kermiche e Abdel-Malik Petitjean foram mortos pela polícia logo após o crime, assim que saíram da igreja. Os acusados de associação terrorista Jean-Philippe Jean Louis, Farid Khelil e Yassine Sebaihia estão sob julgamento no caso. Rachid Kassim, outro muçulmano acusado de encorajar e facilitar o crime, morreu em um bombardeio no Iraque em 2017.

Segundo o Vatican News, Dom Dominique Lebrun, Arcebispo de Rouen, disse que espera “justiça para os acusados” e para as vítimas. Desejou, também, que todos os acontecimentos relacionados ao atentado sejam esclarecidos para que tragédias como essa não ocorram mais.

Na mesma segunda-feira, a Conferência dos Bispos Franceses publicou um comunicado alertando sobre possível perseguição aos católicos. A nota afirma que o Padre Hamel foi morto “porque era sacerdote, porque era cristão”.

O martírio do Padre Hamel

Sob pedidos de beatificação, Dom Lebrun informou, ainda em 2016, que o Papa Francisco permitiu uma dispensa da espera de cinco anos para iniciar o processo, diz a ACI Digital. Esse é, geralmente, o tempo necessário para se iniciar uma investigação oficial visando tornar ou não uma pessoa beata.

O comunicado dos bispos ressalta os resultados positivos do sacrifício do sacerdote. “A morte do Padre Hamel continua sendo um grande sofrimento para muitos, mas sua vida e martírio dão frutos. Ele continuará sendo, para os padres da França, um belo exemplo de vida sacerdotal. A sua vida e a sua morte ressoam no nosso país como um apelo à fidelidade e à fraternidade, para que o mal não tenha a última palavra”.

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