O governador Mauro Mendes disse que não descarta entrar para o Consórcio da Paz, de ajudar mútua entre Estados nos combate ao crime organizado. Mauro afirmou que as facções criminosas são um assunto em comum na segurança pública de vários Estados e a cooperação é necessária.
“A cooperação tem que existir sempre entre os estados e governo federal. Agora, tem que existir uma cooperação de verdade. As facções criminosas estão em todos os estados brasileiros. Em Mato Grosso tem facção criminosa; o que não tem aqui é bairro dominado, onde a polícia não entra”, disse.
O Consórcio da Paz foi lançado na semana passada por sete governadores em conjunto, logo após a megaoperação policial no Rio de Janeiro. O governador Cláudio Castro diz que o grupo seguirá o modelo de outros consórcios, e o objetivo dele será de trocar experiências, informações e ações de combate ao crime organizado.
Mauro Mendes defende a iniciativa, mas afirmou que o trabalho mais ordenado e consistente deve passar por mudanças na legislação brasileira sobre o tratamento criminal às facções criminosas.
“Tem que haver uma mudança do Estado brasileiro, dos marcos legais, para nos dar instrumentos mais adequados e eficientes para combater essas facções. Não dá para prender um bandido de manhã e à tarde ele estar solto. Não dá para prender um traficante com centenas de quilos de droga e um mês depois ele está solto”, ponderou.
O governador defende, por exemplo, que as ações do crime organizado sejam classificadas na legislação brasileira como atos de terrorismo. A mudança possibilitaria ações policiais mais duras contas as facções criminosas.




