O jovem Vinícius Henrique Tavares Machado, de 19 anos, encontrado morto no último sábado (1º) em Cáceres (222 km de Cuiabá), foi degolado e esquartejado por membros do Comando Vermelho (CV). O assassinato foi transmitido em videochamada para integrantes da facção, segundo a investigação da Polícia Civil.
Três suspeitos confessaram o crime, entre eles Wagner Moreno de Souza, apontado como amigo de infância da vítima. Vinícius era ligado à facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Execução transmitida ao vivo
Wagner relatou que o assassinato foi uma ordem direta dos “irmãos” do CV, que acompanharam a execução em tempo real. Segundo ele, recebeu uma mensagem com ameaças de morte caso não cumprisse a ordem, e então convidou Vinícius para fumar maconha em uma residência.
Durante o encontro, com ajuda de dois adolescentes de 16 e 17 anos, Wagner amarrou e espancou a vítima. Também participou do crime Luiz José Rodrigues, conhecido como “Venezuelano”. Vinícius foi agredido com coronhadas e um “mata-leão” antes de ser levado para um quarto, onde a tortura continuou.
Wagner afirmou ter sido obrigado a participar da execução e contou que, após receber uma faca, esfaqueou o rapaz na barriga. Em seguida, o próprio Wagner degolou Vinícius e abriu o abdômen com uma faca, retirando um órgão que acreditava ser o coração. Nesse momento, “Venezuelano” teria desmaiado.
Corpo desovado em dois pontos
Após o crime, o grupo colocou o corpo e o órgão em um saco preto e a cabeça em uma sacola branca. O corpo foi deixado na Avenida São Luiz, próximo ao Estádio Geraldão, e a cabeça, na Rua Barão de Mauá, no bairro Santa Cruz.
Segundo Wagner, os “irmãos” que assistiam à videochamada prometeram pagamento via Pix pelo homicídio.
Na casa onde o crime ocorreu, a polícia apreendeu o celular e os documentos da vítima, além de um revólver calibre 38 carregado e a faca usada na execução. Todos os envolvidos confessaram o crime.
Prisões e investigação
Wagner Moreno de Souza e Luiz José Rodrigues, o “Venezuelano”, estão presos preventivamente e devem responder por homicídio qualificado.
Os adolescentes envolvidos foram apreendidos e devem responder por ato infracional análogo a homicídio.
A Delegacia de Cáceres investiga o caso e tenta identificar os demais faccionados que ordenaram e assistiram ao assassinato por videochamada.




