A China já tem um hospital inteiro operado por inteligência artificial. Localizado em Pequim, o Agent Hospital tem 14 médicos e 4 enfermeiros virtuais. E a taxa de precisão de seus diagnósticos e tratamentos está na casa dos 93%.
Mesmo assim, por enquanto, eles ainda atendem apenas pacientes igualmente virtuais. Também criados por inteligência artificial, esses pacientes são uma segunda etapa de testes. A primeira durou cerca de 6 meses.
O projeto é desenvolvido pela Universidade de Tsinghua e a expectativa é que, no futuro, mais de 3 mil pessoas possam ser atentidas diariamente.
O Agent Hospital, provavelmente, será o primeiro do mundo com médicos e enfermeiros robôs, mas não é a primeira iniciativa no setor da saúde envolvendo inteligência artificial.
Uma IA que “prevê” doenças futuras
O Reino Unido tem financiado o projeto de uma inteligência artificial capaz de “prever” a saúde futura de uma pessoa.
Neste caso, a IA é utilizada para ler o código genético e identificar a probabilidade de desenvolver doenças específicas. Ela também consegue estimar como serão as respostas (boas ou ruins) do corpo a determinados medicamentos.
Mas, embora os benefícios pareçam ser muitos (já que prevenir é melhor que remediar), dois institutos que atuam na área de pesquisas médicas pediram para o governo britânico “descartar” a ideia. Pelo menos, até que certas condições sejam atendidas.
Primeiro, os pesquisadores afirmam que essa inteligência artificial ainda não funciona “uniformemente” em todos os tipos de pessoas e doenças. A preocupação é que a base de dados que “treina” a IA ainda é majoritariamente de pessoas européias.
Segundo, eles alertam para questões éticas envolvidas no tratamento desses dados decodificados do genoma de cada pessoa no mundo. Uma das questões levantadas é sobre o acesso de operadoras de planos de saúde ou seguradoras a essas informações.
Afinal, você acha que seu plano de saúde custaria o mesmo se a operadora soubesse, antecipadamente, que você vai desenvolver uma doença grave no futuro?




