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Pesquisadores criam IA que identifica subtipos da diabetes tipo 2

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Laura Nabuco

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estado Unidos, desenvolveram um algorítmo baseado em inteligência artificial para monitorar pacientes com diabetes tipo 2. A proposta é conseguir identificar com mais facilidade os subtipos dessa diabetes e, consequentemente, oferecer tratamento mais assertivo aos pacientes.

Antes de continuar, um esclarecimento: a diabetes tipo 2 é aquela que se desenvolve ao longo da vida, na maioria das vezes, por conta de hábitos alimentares inadequados.

Mas Tracey McLaughlin, professora de Endocrinologia do departamento de Medicina de Stanford explica que, nem sempre a diabetes tipo 2 acontece do mesmo modo. Há 4 subtipos e a ferramenta de inteligência artificial pode monitorar dados de saúde relacionados a 3 deles.

Os sub-tipos da diabetes tipo 2

Esses não são os nomes oficiais, mas neste texto, apra facilitar, vou chamá-los de subtipos A, B, C e D.

Subtipo A: é quando o pâncreas tem prblemas e para de produzir regularmente a insulina, o hormônio que “ativa” as células para “capturarem” a glicose que está no sangue e transformá-la em energia.

Subtipo B: é quando as células tem problemas e param de transformar a glicose em energia, porque não conseguem mais “ver” a insulina produzida pelo pâncreas.

Subtipo C: é quando o intestino tem problemas para produzir incretina, o hormônio que “ativa” o pâncreas para que ele produza insulina.

Subtipo D: é quando o fígado tem problemas para “ver” a insulina e começa a liberar glicose na corrente sanguínea de forma descontrolada, mesmo que já haja energia suficiente no organismo.

A professora Tracey McLaughlin ressalta: cada um desses subtipos da diabetes tipo 2 pode ter um tratamento completamente diferente do outro.

Como a inteligência artificial ajuda no tramento?

Os pacientes terão que usar um dispositivo colado no braço, que vai medir em tempo real os níveis de glicose no sangue. A inteligência artificial vai analisar os dados dessas medições e identificar qual dos diferentes padrões possíveis aquele paciente apresentou.

Cada padrão está relacionado a 1 de 3 dos 4 subtipos existentes.

Atualmente, esses padrões já são identificados por exames médicos “tradicionais”, mas eles podem ser caros e complicados de serem aplicados em todos os casos.

Para “treinar” a inteligência artificial a identificar os subtipos da diabetes tipo 2, os pesquisadores usaram 54 pacientes. Eles usaram o monitor em tempo real e também fizeram os exames “tradicionais”. A professora afirma que a inteligência artificial identificou o subtipo corretamente em 90% dos casos.

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26 de abril de 2026 16:17