Mauro promete punição a responsáveis por queimadas em MT

Governador lembrou que maior foco de incêndios é na área urbana

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Ao lado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), afirmou que vai apurar as causas e buscar a punição dos responsáveis por incêndios no Estado.

Segundo o chefe do Executivo, se as queimadas forem comprovadamente intencionais, os culpados serão punidos.

Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (21), Mauro Mendes destacou o alto número de queimadas em áreas urbanas.

De acordo com o governador, o Estado deverá instaurar inquéritos para apurar se os incêndios são atividades criminosas ou não. Se forem, ele garantiu que haverá punições, sem especificar as consequências.

Vilões

Mauro Mendes também citou vilões para as queimadas, entre eles as “bitucas” de cigarro. Segundo o governador, sobrevoo na região de Chapada dos Guimarães (70 km de Cuiabá) mostrou focos de incêndio próximos às rodovias.

“Em Chapada tem muito isso. Jogam a bituca de cigarro e provocam um incêndio gigantesco. Nós temos como até identificar isso. A maior parte desses incêndios de Mato Grosso, as imagens mostram, começaram próximo às rodovias ou dentro de pequenas propriedades”, garantiu.

Questionado sobre a relação das queimadas com o agronegócio, apontada por muitos ambientalistas, Mauro afastou a possibilidade. À imprensa, garantiu que, com base nas informações que recebeu, “não tem nada a ver com produtores”.

O governador reforçou a incidência de incêndios na área urbana e questionou: “será que o cara dentro do lote em Várzea Grande é um produtor rural?”.

“Isso prova que é uma ação que não tem articulação ligada ao setor produtivo do Estado e regras ambientais. É simplesmente desrespeito a todos nós, porque isso traz consequências à saúde”, disse.

Mauro Mendes também atribuiu o alto índice de queimadas à falta de chuva em Mato Grosso. Em Cuiabá, até a última segunda-feira (19), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) contabilizava 100 dias sem precipitação.

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