Justiça

Mauro Mendes diz ver guerra civil no país com o fim do marco temporal

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Reinaldo Fernandes

O governador Mauro Mendes disse que espera que o STF (Supremo Tribunal Federal) não anule a lei do marco temporal promulgada pelo Congresso. Ele sugeriu que, se a nova regra for invalidada, ocorrerá uma intromissão do Judiciário na competência legislativa. 

“Os ministros estão lá para interpretar as leis e não para cria-las, por isso eu espero que o marco temporal do Congresso seja mantido. Quem cria as leis é Congresso”, afirmou, em entrevista à Jovem Pan. 

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No ano passado houve duas ações sobre o assunto, uma no Judiciário, outra no Congresso. Os ministros deferiram um recurso que pedia a invalidação da data da promulgação da Constituição Federal (outubro de 1988) como limite para a demarcação de terras indígenas. 

Poucas semanas mais tarde, os senadores aprovaram um projeto de lei que valida a data da promulgação como o marco de tempo. O presidente Lula vetou o projeto, o Congresso derrubou. 

 Com a retorno dos trabalhos dos Poderes, o assunto deve voltar às discussões. O governador Mauro Mendes diz que a defesa do Supremo cria mais problemas do que os resolve, pois a extinção do marco temporal possibilitaria a demarcação de terras em qualquer local da zona rural ou urbana. 

“Já aconteceu lá em Mato Grosso. Uma obra foi paralisada porque disseram que o local era um corredor espiritual de um pajé que viveu dezenas anos atrás. Qualquer indígena pode ir à avenida Paulista e dizer que foi um local sagrado. O antropólogo vem, faz um estudo e pronto. Pra mim, não estariam no princípio da guerra civil”, afirmou.  

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