Mauro cita taxa de contágio amena e defende flexibilização: “Não dá para ficar parado”

Medida do governo leva em consideração a taxa de ocupação do leitos, que atualmente é de 2,8%

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O pico de casos da covid-19 em Mato Grosso ainda não foi registrado. Segundo o governo, não é possível prever com exatidão esse período. Por esse motivo, o governador Mauro Mendes (DEM) decidiu flexibilizar a quarentena.

Nesta quarta-feira (22), um decreto assinado por Mendes libera a abertura do comércio, de parques e igrejas. A flexibilização leva em consideração dados técnicos.

“Não dá para ficar parando toda a economia. Isso vai quebrar tanta gente, vau causar tanta dor, tanto desemprego. Dá para ficar até seis meses sem trabalhar? Como vai ficar a sobrevivência de milhares de mato-grossenses?”, questionou.

Apesar da liberação, o governo defende que cada prefeito adote as medidas necessárias levando em consideração as particularidades de cada município.

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“Alguns municípios mandaram fechar tudo e não haviam nem casos confirmados. Quem vai precisar se explicar preante a sua população são os prefeitos. Eles têm autonomia para tomar as decisões”, ressalta.

Critérios para flexibilização

O parâmetro para permitir a reabertura é o nível de ocupação de leitos disponíveis para pacientes com covid-19. De acordo com o governo, atualmente a taxa em Mato Grosso é de 2,8%.

As normas deverão ser revistas caso o estado atinga a taxa de 60% de ocupação.

O governador afirma seguir normas de restrição recomendadas pela Organização Mundial de Saúde para a tomada da decisão.

“As recomendações de restrição são claras para evitar o entupimento, a superlotação dos sistemas de saúde. É isso que estamos fazendo”, afirma.

O governo afirmou que os leitos disponíveis para atendimentos aos pacientes devem dobrar nos próximos. O número deve chegar a 1.270 mil leitos, segundo a estimativa.

Dados da covid-19

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), o estado tem 205 casos confirmados do coronavírus. Desse total, 15 estão hospitalizados.

Mato Grosso tem 94 pacientes recuperados e seis mortes pela doença registradas.

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