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Marinha do Brasil amplia estrutura em MT para proteger o Pantanal

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Redação

A Marinha do Brasil deve aumentar o número de brigadistas treinados e com equipamentos para prevenção e combate aos incêndios no Pantanal. A medida leva em consideração a extensão do bioma (que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) além do início do período da seca.

O anúncio foi feito na última sexta-feira (23) pelo novo comandante do 6º Distrito Naval, almirante Iunis Távora Said, em reunião com o senador Wellington Fagundes.

Segundo ele, hoje a Marinha tem 280 brigadistas treinados e 100 devidamente equipados para entrar em ação imediatamente. Sediado em Ladário (MS), o 6º Distrito Naval também conta com equipamentos de detecção de focos de calor em todo o pantanal e prepara uma embarcação com capacidade para atuar no combate aos incêndios em matas às margens dos rios.

“Estamos ampliando a nossa estrutura para melhor atender ambos os estados. Não só o pantanal, mas todos os biomas”, disse o comandante.

O capitão de Fragata Jorge Henrique Correia de Sá, capitão dos Portos de Mato Grosso, também anunciou a implantação de unidades da Marinha em Alta Floresta e Sinop, além da destinação, para Cáceres, de uma embarcação doada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que vai funcionar como agência escola flutuante e que vai atender a todo o Estado.

Ao senador, o capitão apresentou projeto para a criação de um novo corredor de transportes pelos rios Arinos, Juruena e Tapajós, viabilizando o escoamento de grãos da região Noroeste de Mato Grosso em direção ao porto de Miritituba, no Pará. Correia de Sá reforça o papel das hidrovias como alternativa de transporte, incluindo a que está em fase de implantação no rio Paraguai.

Wellington Fagundes comemorou a decisão da Marinha em aumentar sua participação em Mato Grosso e se colocou à disposição para viabilizar recursos e programas que possam contribuir para maiores resultados para a população.

Ele lembrou do papel fundamental da Marinha no combate aos incêndios registrados em 2020 no pantanal, quando 4 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo. “É bom saber que a experiência valeu e que hoje estamos mais preparados para evitar que uma nova tragédia aconteça”.

Participaram da reunião o chefe do Estado Maior, capitão de Mar e Guerra Anderson Veras Marques, o capitão de Fragata Milton Augusto Pereira de Souza e o capitão tenente Josenilton Aguilera de Oliveira Costa Filho.

(Com Assessoria)

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