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Manifestação na UFMT pede expulsão dos envolvidos em lista de estupráveis

Instituição já afastou dois alunos e abriu investigação administrativa
Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram uma manifestação dentro do campus para cobrar providências da instituição após a divulgação de uma lista apontada como misógina. O grupo pediu a expulsão dos envolvidos e criticou a demora nas respostas diante das denúncias de violência de gênero e ameaças contra alunos.

O protesto foi organizado pelo Movimento Correnteza, com apoio do Movimento de Mulheres Olga Benário, e contou com a participação de acadêmicos de diferentes cursos.

Durante o ato, os estudantes defenderam maior agilidade nos procedimentos administrativos relacionados ao caso. Segundo os organizadores, a universidade ainda não teria tratado a situação com a rapidez esperada, mesmo após a repercussão do episódio nas últimas semanas.

Representantes do movimento estudantil também participaram de uma reunião com o vice-reitor da UFMT. Conforme os participantes, a universidade sinalizou que irá debater ações para reforçar a segurança no campus, como melhorias na iluminação, ampliação do monitoramento e a criação de uma comissão permanente voltada ao combate à violência contra mulheres.

Outra proposta apresentada pelos estudantes prevê a realização de atividades obrigatórias de conscientização sobre misoginia e violência de gênero em substituição a parte das aulas em determinados períodos.

Os manifestantes informaram ainda que uma nova reunião deve ocorrer nesta sexta-feira (22), desta vez com a reitora da universidade, para tratar dos próximos encaminhamentos.

Após a repercussão das denúncias, a UFMT abriu investigação interna e afastou dois estudantes suspeitos de participação no caso. A instituição também decidiu suspender temporariamente as aulas presenciais do curso de Engenharia Civil depois de ameaças atribuídas ao pai de um dos investigados dentro do campus.

De acordo com a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou estudantes até a delegacia após os episódios de intimidação.

O homem apontado como responsável pelas ameaças já foi identificado pela Polícia Civil e deverá prestar depoimento nos próximos dias.

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