O policial federal acusado de ameaçar estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e teve a arma funcional recolhida pela corporação. A informação foi divulgada pela reitora da instituição, Marluce Aparecida Souza e Silva, durante uma manifestação realizada nesta sexta-feira (29), em Cuiabá.
Segundo a reitora, o servidor foi afastado e também é alvo de uma investigação interna na Polícia Federal. Ela afirmou que essas são as únicas informações repassadas à universidade, já que o procedimento tramita sob sigilo.
O caso ganhou repercussão após o policial entrar no bloco de Engenharia Civil da UFMT, no dia 13 de maio. A ida ao local ocorreu depois que seu filho e outro estudante foram suspensos preventivamente por suposto envolvimento na criação de uma lista que classificava calouras como “estupráveis”.
De acordo com o relato de um dos alunos, que registrou boletim de ocorrência, o homem fez ameaças e afirmou que, caso seu filho não se formasse, os demais estudantes também não concluiriam o curso. A situação foi registrada pelas câmeras de segurança da universidade, mas as imagens não foram divulgadas.
O episódio provocou temor entre os acadêmicos e levou à suspensão temporária das aulas de Engenharia Civil.
O policial também registrou boletim de ocorrência contra o estudante que o denunciou. Segundo sua versão, o filho estaria sendo alvo de ameaças, o que motivou sua ida ao bloco universitário.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, enquanto a Polícia Federal apura a conduta do servidor na esfera administrativa.





