Licença maternidade: projeto quer prolongar benefício na pandemia

Creches fechadas e dificuldades para contratar babás tem feito mulheres deixarem seus empregos enquanto a proposta ainda tramita no Congresso

Imagem ilustrativa (Foto: Freepik)

Josyane Cristóvão, de 29 anos, deu à luz em fevereiro. Hoje, a pequena Cecília tem cinco meses de vida. À época, o coronavírus era pouco mencionado no Brasil e parecia uma ameça distante. Logo depois, porém, a doença passou a circular por todo território nacional.

Em São José, região metropolitana de Florianópolis (SC), onde ela mora com o marido e outro filho, não foi diferente. Por causa da pandemia, o comércio e outros setores foram fechados. A retoma das atividades só ocorreu há cerca de um mês.

Mesmo assim, Josyane decidiu deixar o emprego. As creches e berçários onde ela poderia deixar a filha não estão na lista de estabelecimentos que voltaram a funcionar.

Ela e outras mães seriam beneficiadas caso um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados já tivesse sido aprovado.

“Tive até crise de ansiedade por causa disso tudo. Mesmo com a retomada eu decidi que não teria como voltar a trabalhar. Não ia nem conseguir me concentrar no trabalho pensando nos meus filhos. Tem coisas que o dinheiro não paga a e a vida dos meus filhos é mais importante”, declara.

O projeto

A proposta prevê a prorrogação do benefício da licença maternidade até o fim do estado de calamidade pública no Brasil, ou seja 31 de dezembro. A extensão valeria para servidoras e empregadas públicas federais, estaduais e municipais, além de trabalhadoras da iniciativa privada.

Atualmente, a licença-maternidade é de 120 dias, de acordo com a CLT. Empresas que voluntariamente prorrogam esse tempo para 180 dias ganham incentivo fiscal.

LEIA TAMBÉM

O projeto é de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). Como argumento, o parlamentar cita justamente a falta de escolas e creches, além da angústia que a incerteza sobre a nova doença causa nas mães.

Além disso, a presença da mãe em casa diminui a possibilidade de um recém-nascido ter a doença.

“Ainda é grande a preocupação com essa infecção e a repercussão para os recém-nascidos nascidos e para crianças menores. Ainda há poucos estudos e evidências científicas sobre o comportamento da covid-19 nesse grupo”, explica a pneumologista pediátrica Daniela Schwerz.

(Foto: FreePik)

Quem precisa voltar

Para algumas mães, a licença-maternidade ainda está válida. Entretanto, num futuro próximo, elas precisam retornar aos locais de trabalho.

“Em setembro retorno. Confesso que não vai ser com tranquilidade, porque acredito que não deve haver algo definitivo em relação à doença. Não vou trabalhar tranquila”, afirma a enfermeira Tatiana Lemos.

O medo dela é o alto risco de contágio da profissão. “Penso que vou estar me expondo e expondo meus filhos também. Cruzaria com pessoas, tem trânsito, elevador, uma série de coisas”, explica.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

5 COMENTÁRIOS

  1. A MULHER e HOMEM machos estão passando por tradição contemporânea à moderna século 21, é preciso DECIDIR FAZER SEXO e FAZER CRIANÇAS frutos da mesma raiz; os TEMPOS PRECISA desse ajustar Economias de país relações TRABALHISTAS Consumos e Consumismo e A reprodução HUMANA ONDE duas Crianças é + lucrativo com a presencial da MULHER ou do HOMEM em situação de responsabilidades e fornecer melhorias de Vidas em grupo familiar.
    Creches. Berçários. ESCOLAS infantis. ESCOLAS intermediários e Superiores estão inovando simultaneamente e aqui é CRIANÇAS quê TODOS NÓS TEMOS quê assumir direto e indiretamente os Custos sustentáveis. Egoísmo INDIVIDUAL é prejudicial QUANDO a figura de pai e mãe ultrapassa as fronteiriças do liberalismo clientelismo gestacional educacionais.
    O ano de 2020 marca mudanças de paradigmas e paradoxos na SOCIEDADE da INFORMAÇÃO do conhecimento da Comunicação da POLÍTICA das Tecnológicas no GLOBAL, ENTÃO mãos CABEÇAS às provas FAÇA SEXO e Delírios livres consequências.

  2. Foi aprovado? Por tudo que é mais sagrado agilize. Minha bebê vai fazer 4 meses e logo volto a trabalhar. Ela é prematura. Não terei forças de deixá -la e retomar ao trabalho. Tenho muito medo. Trabalho em área de risco. Pelo amor de Deus. Olhe por nós. E aprove!!!

  3. Já estou preocupada, retorno ao trabalho em outubro espero que essa lei seja aprovada o quanto antes.pois trabalho no comércio e o risco do contágio é grande por mais que nós prevernimos o vírus é invisível e isso nos deixa mais vulnerável pra leva-lo para casa.
    Aprovação da prorrogação da licença maternidade imediata já.

  4. Meu Deus, aflição é o sentimento q temos em ter que deixar nossos pequenos em um momento tão delicado como esse.

    Sou MEI e nem sei se teria direito ao benefício prorrogado caso seja aprovado.

    Só Deus por nós!!!!!

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anterior110 anos de Adoniran Barbosa: a irreverência e o bom humor do samba brasileiro
Próximo artigo100 mil mortos