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Laudo preliminar aponta que tiro em Isabele foi disparado de perto e em linha reta

Caso Isabele
Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

O Instituo Médico Legal (IML) entregou na manhã desta quarta-feira (22) o laudo preliminar sobre a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, ao delegado da Delegacia Especializada do Adolescente de Cuiabá (DEA) Wagner Bassi, responsável pelo caso.

A informação foi confirmada ao LIVRE pela assessoria da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que disse, porém, que o laudo da criminalística ficará pronto somente na semana que vem.

Segundo informações do site Mídia News, o laudo do IML apontou que o disparo que causou a morte de Isabele foi feito a curta distância e percorreu uma trajetória em linha reta.

Um dos motivos que reforçou a tese do tiro de curta distância, segundo o site, é que os peritos encontraram pólvora no corpo da adolescente. Os peritos teriam relatado, ainda, segundo o Mídia News, que o tiro teria sido dado a uma distância de 30 a 40 centímetros.

A Politec, no entanto, emitiu uma nota, afirmando que essa distância não se encontra no Laudo do IML, visto que esse dado será analisado pela Gerência de Perícias de Balística e Perícias de Mortes Violentas. Exames que ainda estão em andamento e terão resultados na semana que vem.

Isabele morreu na noite do dia 12 de julho, na casa da melhor amiga, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, com um tiro que atingiu seu nariz e saiu pela parte de trás da cabeça.

Ao LIVRE, o advogado da família da adolescente que segurava a arma de onde saiu o tiro que matou Isabele alegou que o tiro foi acidental e disparado quando a menina tentava guardar a arma que teria caído no chão (leia mais na matéria abaixo).

Na versão dele, o tiro teria sido disparado da altura do peito da adolescente que atirou, que estava na porta do quarto, e atingido o nariz de Isabele, que havia saído do banheiro. Ele chegou a citar que isso era possível pelas amigas terem a mesma altura.

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Depoimentos

Nesta quarta-feira (22), os delegados da DEA e da Deddica também ouviram testemunhas adolescentes moradoras do condomínio Alphaville, que poderiam ter conhecimento dos fatos sobre a morte de Isabele.

Os adolescentes foram ouvidos por meio da técnica de depoimento especial, específica para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas.

A adolescente que segurava a arma, o pai dela, o sogro, o namorado e a mãe de Isabele também já depuseram.

(Atualizada às 18 horas)

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