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Economia

Kombucha ganha fábrica artesanal em Mato Grosso

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Redação

Médicos e nutricionistas têm acrescentado uma nova aliada a quem está em busca de uma vida mais saudável ou na luta pela perda de peso. É a kombucha, uma bebida milenar, mas que somente agora começa a conquistar os brasileiros e o mercado nacional. Ela é uma bebida gaseificada à base de chá verde ou preto natural e fermentada por uma colônia de bactérias e leveduras do bem.

Essa colônia de bactérias é conhecida como scoby, sigla para “symbiotic culture of bacteria and yeast”, ou, em português, “cultura simbiótica de bactérias e leveduras”. A colônia de kombucha é responsável pelo processo de fermentação da bebida, o que concede a ela um gosto ácido e gaseificado.

O resultado é uma bebida zero açúcar, gasosa e ligeiramente ácida, que dependendo do tempo de fermentação pode variar a acidez, sendo que, quanto maior o tempo de fermentação, maior a acidez.

Entre seus benefícios destacam-se a regulação da função intestinal, a melhorar a digestão e o fortalecimento da imunidade, já que seu funcionamento ajuda a manter o equilíbrio da microbiota, como é chamada a flora intestinal.

A bebida tem se tornado cada vez mais popular porque não é mais necessário fazer o cultivo em casa, que muitas vezes não dá certo por ser necessário bastante rigor. Agora pode-se ter acesso a komabucha em lojas de produtos naturais, restaurantes e supermercados. Isto foi possível a partir do surgimento, nos últimos anos, de fábricas artesanais cuja produção só cresce.

“Começamos em dezembro do ano passado, fabricando mil garrafas por mês, e em apenas quatro meses já triplicamos nossa produção. Temos pedidos de outros municípios de Mato Grosso e até outros estados”, explica Tarcísio Marchiori, presidente da Jong Kombucha, uma fábrica artesanal de Cuiabá.

Tarcísio explica que embora seja possível cultivar kombuchas em casa, o processo é complicado e delicado. “A colônia precisa de extrema atenção, principalmente em relação a higiene. Além disso, entender o ponto de fermentação ideal também exige técnica”.

Outro fator que tem tornado a bebida popular, além dos benefícios para a saúde, foi a adição de sabores, com a mescla de frutas e especiarias. Entre outros sabores, pode-se encontrar a kombucha com sabor framboesa, beterraba com gengibre e uva, baunilha, limão com gengibre e a HOP, que foi criada exclusivamente aqui na nossa capital (sabor de lúpulo de mandarina, lembra uma cerveja), entre outros.

A gaseificação e os sabores fazem com que a kombucha fique parecida com um frisante, mas com a vantagem de não conter açúcar e álcool.  “A adição de açúcar é necessária na produção da bebida, que serve de ‘alimento’ para as bactérias e leveduras realizarem todo o processo, mas a maioria do açúcar é convertido em outros componentes durante a fermentação”, explica Tarcísio.

Foi justamente a busca por uma alternativa saudável ao refrigerante que fez com que a médica-nutróloga Dieynne Saugo não só tenha começado a consumir a kombucha, como a receitar para seus clientes. “Muitos dos clientes dizem que uma das partes mais difíceis de uma dieta ou mudança de hábito e parar de beber refrigerantes, então passei a indica-la como alternativa aos refrigerantes e aos chás. Eu mesmo faço uso dela uma vez ao dia”.

A médica conta que para as mulheres a bebida tem um excelente resultado, já que elas têm mais propensão a constipação (prisão de ventre) que os homens, devido a fatores hormonais.

“A bebida serve como probiótico, ajudando a regularizar a função intestinal e ajuda a melhorar a digestão, além reforçar as defesas do organismo. Ela não é um remédio, mas um auxiliar alimentar na adoção de uma vida saudável”, explica a nutróloga.

Especialistas também apontam que a bebida auxilia no alívio de dores de cabeça, redução do nível de colesterol e de inflamações. Também é uma ótima fonte de antioxidantes e vitaminas do complexo B. Estudos experimentais apontam que a kombucha pode ajudar na produção de hormônios relacionados à saciedade, leptina e insulina, agindo na redução da fome e controlando a taxa de açúcar no sangue. Os especialistas também alertam que é preciso consumir a bebida de forma moderada, ideal um uso constante e uma média de 300 ml ao dia.

 

Origem

Ninguém sabe ao certo a origem da kombucha, mas quase todas as evidências apontam para a China há mais de dois mil anos. De lá, a bebida teria se espalhado pelo mundo pela ‘rota da seda’. O chá é um produto ancestral que inicialmente era utilizado como erva medicinal e só mais tarde se tornou popular como bebida. Numa das histórias mais conhecidas, o imperador Qin Shi Huangdi, da Dinastia Qin (221a.C. a 206 a.C) teria sido o primeiro a produzir e beber a kombucha. Mas, uma lenda conta ela teria surgido no ano de 414, na Ásia, e teria esse nome devido a um médico, chamado Kombu, que levou a bebida da Coreia para o Japão, para ajudar no tratamento de saúde do imperador japonês.

No início do século 20, já bem conhecida na Ásia e na Europa Oriental, a kombucha começou a ganhar espaço no Ocidente. Em 1960, investigadores suíços relataram que seu consumo era tão benéfico quanto o de iogurte. A partir daí, a popularidade da bebida passou a crescer.

(Informações da Assessoria)

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