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Crônicas Policiais

Justiça nega novo recurso e mantém preso ex-funcionário que confessou desvio de R$ 15 milhões do Grupo Bom Futuro

Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Welliton Gomes Dantas, ex-funcionário do Grupo Bom Futuro acusado de participar de um esquema que teria desviado quase R$ 15 milhões da empresa. A decisão foi tomada por unanimidade pela Sexta Turma da Corte, que rejeitou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Welliton está preso desde novembro de 2025, quando foi detido em flagrante após uma auditoria interna identificar irregularidades no sistema da companhia. Na ocasião, ele foi surpreendido emitindo uma nota fiscal fraudulenta no valor de R$ 200 mil, o que levou à conversão da prisão em preventiva.

Defesa tentou mais uma vez

A defesa já havia tentado reverter a medida no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mas o pedido foi negado. Posteriormente, os advogados recorreram ao STJ, argumentando que a prisão seria ilegal e deveria ser revista. O relator do caso, ministro Carlos Pires Brandão, porém, entendeu que não havia ilegalidade capaz de justificar a intervenção da instância superior.

Segundo o ministro, o mérito da discussão ainda precisa ser analisado pelo tribunal de origem. Avaliar o caso antes dessa etapa, afirmou, configuraria supressão de instância, o que não é permitido quando não há flagrante irregularidade na decisão anterior.

De acordo com as investigações, Welliton atuava havia mais de 13 anos no setor de frotas da pecuária do Grupo Bom Futuro, onde exercia a função de encarregado de logística e recebia cerca de R$ 7 mil líquidos por mês. Ele confessou à Polícia que participou do esquema ao lado de Vinícius de Moraes Sousa, sócio da empresa VS Transportes Bovinos, que também foi preso.

Confessou o golpe

Em depoimento, o ex-funcionário relatou que o golpe começou após os dois identificarem uma brecha no sistema interno da empresa. Como o transporte interno de bovinos não exigia emissão obrigatória de CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), Vinícius emitia o documento mesmo assim e o enviava para o sistema da companhia. Welliton então autorizava os pagamentos, e os valores eram posteriormente divididos entre os dois.

Fez investimentos com o dinheiro desviado

Com o dinheiro obtido de forma irregular, segundo a investigação, o ex-funcionário adquiriu veículos, imóveis de alto padrão e ainda aplicou parte dos recursos em investimentos de renda fixa.

Vinícius de Moraes Sousa também permanece preso e, assim como Welliton, já teve pedidos negados pela Justiça em tentativas de revogar a prisão preventiva.

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