Cidades

Juiz determina que estudantes desocupem UFMT

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Karina Cabral

O juiz Raphael Casella de Almeira Carvalho, da 8ª Vara Federal Cível Sessão Judiciária Mato Grosso, determinou que os estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desocupem a universidade. Eles reagem à proposta de aumento do valor da refeição do Restaurante Universitário, que custa R$ 1.

De acordo com a nova política de alimentação, estudantes com renda superior a 1,5 salário mínimo pagarão R$ 11; os com renda inferior terão gratuidade; e os que apresentarem critérios de vulnerabilidade de um edital, pagarão R$ 5.

A decisão de reintegração de posse foi anunciada nesta sexta-feira (04). Em caso de descumprimento, o magistrado determinou multa diária de R$ 5 mil. “O respectivo mandado deve ser dirigido contra todo e qualquer ocupante irregular que se encontre no local ou tente impedir a abertura das guaritas da UFMT”, consta na decisão.

Os estudantes, conforme a decisão, devem liberar o acesso a veículos e pessoas no campus. O juiz proibiu ainda, a invasão de qualquer prédio da universidade, em especial a reitoria, laboratórios e salas de aula. Na decisão consta ainda, que policiais federais e militares devem acompanhar o oficial de justiça para auxiliá-lo no cumprimento da decisão.

Apesar da ordem judicial, os estudantes afirmaram ao LIVRE que permanecerão no local.

A ocupação no campus Cuiabá teve início no dia 24 de abril. O estudantes de Várzea Grande aderiram ao movimento desde o dia 26. Alunos de ao menos 27 cursos aderiram à manifestação.

Em nota, publica na página do Facebook “Em defesa do RU a um real – UFMT”, os estudantes afirmam acreditar que a nova política atende a um projeto de universidade que visa a educação como um espaço de expandir seus lucros e pedem diálogo com a reitora Myrian Serra. Uma reunião deve acontecer ainda neste sábado.

“É muito triste que os estudantes tenham que lidar com essa pressão psicológica, enquanto lutam por seus direitos”, diz trecho da nota. “Atualmente, nos deparamos com retiradas de direitos e a repressão é a medida utilizada pelo governo golpista contra as pessoas que lutam para defende-los”, completam.

Mesmo com a decisão, os estudantes seguem pedindo a solidariedade ao movimento contra o aumento do valor das refeições no restaurante universitário.

Na manhã deste sábado (05), os estudantes que estão na guarita da UFMT receberam um oficial de justiça informando sobre a decisão judicial de reintegração de posse nas áreas ocupadas na universidade. Ele ficou de retornar às 16 horas para fazer a reintegração.

Leia também:

Empresa de Alan Malouf recebeu R$ 9 milhões por alimentação na UFMT em 2016

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