Candidato à reeleição em Cuiabá e na disputa de segundo turno, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que vai priorizar o fomento aos micro e pequenos empresários para manter a economia da Capital aquecida. A ideia para o segundo mandato, segundo ele, é fazer com que os investimentos públicos circulem dentro do próprio município.
“Tudo o que quero é que os recursos públicos da prefeitura circulem em Cuiabá. Que os nossos empreendedores, empresários, comerciantes possam ganhar processos licitatórios e que esse dinheiro circule aqui”.
Em um evento com empresários organizado pela na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Emanuel citou como exemplo o Táxi Pref – projeto em execução – que reduziu a frota de carros alugados pela prefeitura em 40%.
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Na prática, o deslocamento dos servidores deixou de ser feito em carros locados e passou a ser por intermédio de taxistas. “A empresa que locava os carros era de Goiânia. O dinheiro ia todo para lá e não ficava aqui. Nosso objetivo é fomentar os micro e pequenos empreendedores que sempre ficam às margens na municipalidade”.
A troca, segundo Emanuel também economizou R$ 1 milhão dos cofres públicos, que seriam gastos com combustível e apoiou profissionais autônomos da Capital.
Arrependimentos e diplomacia
Durante a conversa, o prefeito foi questionado pelo presidente da Fiemt, o empresário Gustavo Oliveira, sobre arrependimentos durante o mandato e as possíveis perdas para o município, tendo em vista a rixa com o governador Mauro Mendes (DEM).
“Em relação ao arrependimento não há. Sempre penso em fazer mais pela nossa cidade. Hoje, Cuiabá é um canteiro de obras, ações e projetos em todas as regiões da cidade. Somos de trabalho e a população sabe disso. Sou ruim para comunicar, mas bom de trabalho”, afirmou.
Sobre os desentendimentos com o governador, Emanuel diz que o melhor caminho é a diplomacia.
“É recomendável que as duas maiores autoridades do Estado, o governador e o prefeito da Capital, tenham uma boa relação. Isso deve ocorrer em todos os municípios. Não precisa ser amiguinho, do mesmo partido, mas que possam sentar e discutirem com sobriedade as demandas. Da minha parte, numa próxima gestão, estarei aberto como sempre fui, mas deve haver reciprocidade”, finalizou.




