Menos burocracia: Abílio diz que prefeitura não pode “se intrometer” na iniciativa privada

Em um evento com empresários, realizado pela Fiemt, o candidato a prefeito de Cuiabá prometeu facilitar processos junto ao município

(Foto: Francinei Marans)

Candidato a prefeito de Cuiabá, Abílio Junior (Podemos) disse nesta quarta-feira (18) que vai trabalhar para “desburocratizar” a gestão pública, rever os critérios para a liberação de novos empreendimentos e criar mecanismos digitais para prestar serviços à sociedade e ouvir suas reclamações. 

“Nós temos que incentivar as pessoas a usar seus dispositivos digitais para melhorar os serviços públicos e criar alternativas de melhoria dos serviços”, disse. 

Em evento com empresários na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Abílio falou que a intervenção do município na iniciativa privada é um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico e de infraestrutura de Cuiabá. 

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Ele citou como exemplo o trâmite para a concessão de alvará, que pode levar, segundo o candidato, até seis meses para a aprovação de um projeto. 

“A prefeitura tem que parar de se intrometer na atividade privada. O empresário tem seu empreendimento sequestrado hoje pela prefeitura, que cria TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), exigência de características que o empreendimento não necessita para o negócio que quer implantar”, disse. 

O tipo de burocratização destacada por Abílio estaria presente também na saúde. Para ele, é possível desenvolver serviços online que ajudem a reduzir filas no Sistema Único de Saúde (SUS) e a perda de tempo no atendimento presencial. 

“O Poder Público tem que entender que a relação dele com as pessoas é de fornecedor e cliente. E não é um serviço de graça, as pessoas pagam impostos e precisam ter o retorno disso em serviços de qualidade”, pontuou. 

Pandemia em 2021 

Questionado pelo presidente da Fiemt, o empresário Gustavo Oliveira, moderador do evento, sobre a possível segunda onda de contágio da covid-19, Abílio afirmou que o assunto deve ser discutido em comitê sanitário que será criado no início do ano, caso ele seja eleito. 

“Mas já adiantamos que não trabalharemos com a política de lockdown. Esse regime adotado pela prefeitura só fez o trabalhador sair para trabalhar. Não tem bases científicas para essa medida, ela foi baseada na emoção, disse. 

Um formato semelhante de consulta entre especialistas e pais de alunos poderá ser montado, segundo ele, para discutir a volta às aulas. O objetivo seria confrontar o nível de segurança sanitária a partir de janeiro e a confiança dos pais em deixar os filhos voltarem a frequentar as escolas. 

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