Homem que arrancou o coração da tia tenta enforcar colega de presídio

Lumar foi transferido para a penitenciária de Sinop e delegado responsável pelo caso aponta que ele pode ser condenado em até 50 anos de prisão

Lumar Costa da Silva - acusado de assassinar a tia

Nesta quarta-feira (17), Lumar Costa da Silva, 28, que assassinou e arrancou o coração da tia Maria Zélia da Silva Cosmos, 55, no dia 2 de julho, tentou matar enforcado outro presidiário, de 19 anos.

O fato aconteceu enquanto o acusado era transferido do Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS) para a penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira em Sinop (400 e 500 km de Cuiabá respectivamente).

A tentativa de homicídio foi descoberta porque um agente penitenciário ouviu gritos de socorro no camburão da viatura, foi conferir o que estava acontecendo e conseguiu impedir que Lumar matasse o jovem. O motivo da desavença entre os dois não foi revelado.

A transferência de Lumar foi solicitada pela direção do CRS por questões de segurança. A decisão foi concedida por juízes da Execução Penal. Não há informações se o acusado ficará em um setor separado dos demais presos na penitenciária.

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Inquérito

O inquérito do crime brutal já foi concluído pela Polícia Judiciária Civil (PJC) de Sorriso. Segundo informações do delegado responsável pelo caso, André Ribeiro, o acusado poderá responder por até quatro crimes.

Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, motivo fútil e emprego de meio cruel. Essa condenação pode render de 12 a 30 anos de prisão.

O assassino também poderá responder por dano qualificado, por invadir e tentar explodir um transformado de uma subestação de energia. Além de roubo, por obrigar a prima a entregar as chaves do veículo usado na fuga e furto e por ter subtraído R$ 800,00 da tia.

“A pena pode chegar a 40, 50 anos de cadeia. Agora cabe ao Ministério Público analisar o inquérito. Se entenderem que está pronto para oferecer denúncia, será encaminhado ao Judiciário, caso contrário, se ficar entendido que faltam provas, volta para a delegacia e nós prosseguimos com as investigações”, disse o delegado André Ribeiro.