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Governo terá que explicar ao MPF por que não abriu hospitais de campanha

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Reinaldo Fernandes

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES) terá que explicar ao Ministério Público Federal de Brasília a estratégia adotada para a abertura de leitos para tratamento de pacientes da covid-19. 

A subprocuradora-geral federal, Lindora Maria Araújo, pediu que o Estado informe quantos  hospitais de campanha foram instalados desde abril de 2020 e quantos leitos de enfermaria e em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) foram habilitados. 

O pedido foi despachado no ofício nº 02/2021 pela Coordenação Nacional Finalística do Gabinete Integrado Covid-19 aos 26 Estados e o Distrito Federal.

A subprocuradora quer saber se foram cumpridas determinações do Ministério da Saúde, que orientava a instalação de hospitais de campanha. 

O prazo para resposta encerra nesta sexta-feira (19). Ela questiona quantos hospitais temporários foram abertos, quantos continuam em atividade e quantos foram fechados e o motivo da eventual desativação. 

Sem hospitais de campanha

Mato Grosso foi um dos poucos Estados brasileiros que não instalou hospital de campanha.  A alternativa adotada pelo governo foi a ampliação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, com alas exclusivas, neste momento, para pacientes da pandemia. 

O governador Mauro Mendes (DEM) afirma, desde o anúncio da decisão, que esse modelo saiu mais barato para o Estado e que a estrutura continuará funcionando após o fim da crise sanitária.

O mesmo argumento foi usado recentemente para o questionamento de ampliação de leitos na segunda onda de contágio. 

Há cerca de duas semanas, Mendes anunciou um “plano de guerra”, com a abertura de mais de 600 leitos, distribuídos pelos municípios para conter o avanço da pandemia. O cronograma contém enfermaria, UTI e home care em cidades polos. 

Sobre o pedido MPF, a SES informou que “o governo do Estado não construiu hospital de campanha em Mato Grosso e vai enviar as informações oficialmente ao órgão ministerial”.

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