O setor empresarial de Cuiabá teve queda até de 30% no faturamento por causa das intervenções da obra do BRT. O número foi divulgado hoje (31) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio).
A queda é referente aos meses de virada de ano, entre dezembro e janeiro. O vice-presidente da Fecomércio, Marcos Pessoz, diz que a redução de 30% é a média , com variação entre 20% e 40%.
“Não é nem redução no lucro, é no faturamento, que se acumula a um momento de economia ruim, e não sabemos o que esperar. Já temos o medo do que aconteceu na época do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), 10 anos atrás, disse Pessoz.
Segundo ele, além do desvio rota dos canteiros de obra, que isola alguns estabelecimentos, existe a apreensão de que a demora na obra gera desvalorização do pontos comerciais, outra experiência vinda das intervenções do VLT.
Os empresários reclamam que não recebi informações sobre o andamento da obra do Ônibus de Trânsito Rápido, da tradução do inglês (BRT). A estimativa inicial estabelecida pelo governo já estourou.
No momento, é analisado a possibilidade de romper o contrato com o Consórcio BRT. A hipótese pode atrasar ainda mais a conclusão da obra, o que implica mais tempo de intervenções.
“Não somos contra a obra, queremos informação de como está o andamento, até quando a situação vai permanecer e uma alternativa para aliviar impostos”, disse Pessoz.
Os empresários pedem que não sejam abertas novos canteiros de obra até a conclusão dos trabalhos na avenida Historiador Rubens de Mendonça (av. do CPA).