“Excluir estados e municípios é jogar contra o país”, dispara Mauro Mendes

Para senadora Selma Arruda, projetos dos estados não passariam de cópias do federal

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), fez duras críticas a possibilidade de exclusão dos estados e municípios da Reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), em tramitação no Congresso Nacional. Defensor da reforma, Mauro já declarou inúmeras vezes acreditar que sem ela haverá um novo colapso na economia do país, o que fará o Brasil mergulhar na pior crise de toda sua história.

“Excluir os estados e os municípios é jogar contra o país, jogar contra todos os brasileiros. A não aprovação vai fazer com que o Brasil sangre durante anos com esse tema da Previdência, causando ainda mais prejuízos a nossa população”, pontuou o governador nesta segunda-feira (3).

Diversos líderes partidários têm defendido a exclusão de servidores públicos estaduais e municipais das novas regras da aposentaria. A articulação teria o intuito de evitar que a votação da matéria traga prejuízos políticos em suas bases eleitorais, com possíveis reflexos negativos nas eleições municipais de 2020.

Segundo a senadora por Mato Grosso Selma Arruda (PSL), essa exclusão dos estados está sendo articulada pelo “Centrão”, grupo que não integra nem a base de Bolsonaro nem a oposição. Para a parlamentar, a medida é negativa para o país e as reformas estaduais, na prática, não passariam de uma cópia do texto do governo federal.

A CPI e o rombo em MT

Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa instalou a “CPI da Previdência”, que tem por objetivo analisar a contabilidade da Previdência Social do Estado, a fim de esclarecer, com precisão, as receitas e despesas dos aposentados e pensionistas, bem como a real situação financeira do sistema.

O governo do Estado assegura que em 2018 foram gastos R$ 1,1 bilhão em impostos para pagar aposentadorias.

“Em 2009, não havia déficit, tudo que se arrecadava dos servidores era suficiente para pagar as aposentadorias e pensões. No ano passado, o dinheiro das receitas previdenciárias já não era suficiente. Isso é algo muito sério, que tem que ser tratado com muita transparência, muita técnica”, declarou recentemente o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.

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