A juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, proibiu o ex-vereador e policial militar Marcos Paccola de andar armado. A ordem faz parte da sentença contra ele, que foi condenado em 2022 por falsificação ideológica e fraude ao sistema de informação da polícia.
Paccola também passa a ter horário estabelecido para se recolher em casa à noite (toque de recolher) e não poderá frequentar bares, restaurantes e estabelecimentos parecidos. A decisão da juíza foi publicada na sexta-feira (15).
A magistrada disse que o processo contra Marcos Paccola passou para o trânsito em julgado – fim definitivo de um processo, sem espaço para novos recursos – em abril de 2025, por isso cabem as medidas da condenação. Ele foi condenado a quatro anos de prisão.
Além de não ficar mais autorizado a ter posse e porte de arma, Paccola poderá circular sem restrição nos próximos anos entre 6h e 21h e terá que comparecer a cada dois meses à Fundação Nova Chance para atualizar os dados de residência e trabalho.
A condenação do ex-vereador foi decidida com base em investigação da Polícia Civil na Operação Coverage, deflagrada em 2019. A polícia rastreou um grupo de extermínio dentro da força de segurança pública, que ficou conhecido como Mercenários.
Os membros do grupo eram acusados de sete assassinados e adulterar dados e documentos de armas de fogo no sistema de registro da polícia. Essa manobra seria para despistar os indícios de policiais envolvidos em crimes. Cinco policiais foram investigados. Segundo a Justiça, Paccola teria alterado nos dados.




