O ex-vereador Walney Rosa disse nesta segunda-feira (14) que foi ameaçado de morte pelo empresário da mineração Priminho Riva, irmão do ex-deputado estadual José Riva.
O episódio teria ocorrido em 2017, durante uma investigação ambiental em Poconé (100 km de Cuiabá). Walney disse que foi perseguido a mando do empresário pelo trajeto do Distrito de Cangas a Poconé.
Ele contou que um veículo o cercou na entrada da cidade e questionou a fiscalização que fazia como vereador.
“Foi um caso específico com nome e sobrenome: Priminho Riva. Eu estava vindo de uma fiscalização do Distrito de Cangas e o veículo dele, sem eu saber quem era o proprietário, me perseguiu. Ele me fechou na entrada da cidade, perguntando: O que está fazendo? O que vai acontecer…? E até explicar lé com cré aconteceu essa intempérie.”, disse.
O ex-vereador não detalhou como foi a suposta ameaça e nem quantas pessoas estariam envolvidas no caso como acusadas. Porém, segundo ele, um boletim de ocorrência foi registrado e a cooperativa de garimpeiros do município “atendeu a necessidade”.
Controle de fiscalização
Walney Rosa prestou depoimento à CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa, cujo trabalho tem sido focado, nas últimas semanas, no setor da mineração. Rosa criticou a “ausência” da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) no controle ambiental na mineração e a caducidade das normas em vigor.
Ele relacionou o caso de ameaça de 2017 à “frouxa fiscalização” e disse que o município depende do mercado de trabalho gerado pelas cavas garimpeiras e do imposto recolhido pela exploração mineral.
“Eu trato a Sema como obtusa, ausente em algumas discussões, só que eu vejo que um caminho a seguir. Os recursos que estão chegando ao município são justamente pelo CFEN (Compensação Financeira Pela Exploração de Recursos Minerais), que é imposto nacional. A ausência da Sema deixa muitas dúvidas sobre o que a população deseja e ao que os empresários têm direito”, afirmou.




