Eleições 2018

Ex-marqueteiro nega chantagem e diz que Selma deveria explicar falta de nota fiscal

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O publicitário Luiz Gonzaga Rodrigues Junior, conhecido como Junior Brasa, rebateu a ex-cliente Selma Arruda (PSL) e negou ter chantageado a candidata.

Ele afirmou que apenas cobrou a dívida que Selma tinha com ele, depois de romper com a agência Genius e começar a tocar sua campanha para o Senado de forma independente. Na sexta-feira (28), Brasa processou Selma para cobrar dela o pagamento de R$ 1,16 milhão.

“Isso é mentira. Não existe chantagem. Existe cobrança. A única ameaça que eu fiz foi que, se ela não pagasse, eu iria judicializar a cobrança. Tenho todas as conversas no WhatsApp gravadas, e se ela me denunciar por chantagem, vou abrir tudo e provar que eu apenas cobrei a dívida”, afirmou Brasa ao LIVRE.

O marqueteiro disse que a acusação de Selma é uma tentativa de desviar o foco da situação dela. “Ela devia explicar porque ela não deixou emitir nota fiscal, porque conduziu de forma errada, justo ela que é juíza. Em vez disso, ela traz uma acusação infundada para jogar uma cortina de fumaça e encobrir o fato real. Se ela estava sendo chantageada, por que não denunciou? Esperou eu entrar com a ação. E agora, quando ela deveria responder sobre os cheques e porque não permitiu que eu emitisse as notas, cria uma acusação”, disparou.

Ele evitou, porém, acusar a candidata de caixa dois. “Minha ação é uma ação de cobrança. Claro que, pelo fato de ela ser candidata, a repercussão política é inevitável, pois ela tem muitos adversários e esse fato caiu como mel no formigueiro”, observou.

“Eu nunca acusei a Selma de fazer caixa dois. Não sei se ela tinha essa intenção. Todo o dinheiro que recebi, eu coloquei na conta da empresa, e nunca houve recomendação para esconder esse dinheiro. Acredito que foi inexperiência da parte dela”, completou.

O publicitário confirmou sua ligação com o advogado José Antônio Rosa, que atua no jurídico da Genius há mais de dois anos. “Zé Rosa me orientou, sim, e não assinou o processo por uma questão ética, pois está trabalhando na campanha eleitoral”, observou.

O valor de R$ 1,16 milhão cobrado pelo ex-marqueteiro é referente a R$ 534 mil em serviços prestados e não pagos e R$ 625 mil de multa. Na ação, ele relata que recebeu R$ 700 mil em cheques pessoais da candidata no período de pré-campanha.

Denúncia de caixa dois

Com base na ação de cobrança, o candidato a senador da Rede, Sebastião Carlos, denunciou a adversária por caixa dois e abuso de poder econômico.

Outro lado

Em nota, Selma disse que as acusações de que ela realizou gastos de campanha não declarados à Justiça Eleitoral, conhecido como caixa dois, são uma armação política. Ela também acusou Brasa de chantageá-la.

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