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Ex-diretores da PCE se tornam réus por facilitar entrada de celulares em presídio

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Camilla Zeni

Alvos da Operação Assepsia, os ex-diretores da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa e Reginaldo Alves dos Santos, tornaram-se réus na Justiça por facilitarem a entrada de aparelhos celulares dentro do presídio. Os réus têm dez dias para responder à acusação.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso no dia 3 de julho e recebida no último dia 31, pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª vara Criminal de Cuiabá.

No processo, também são réus os policiais militares Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior. Ainda, dois detentos, membros da facção Comando Vermelho, sendo eles Paulo Cesar dos Santos, vulgo “Petróleo”, e Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”.

Na mesma decisão, a juíza também rejeitou o pedido das defesas de Revétrio e Reginaldo, que pediram absolvição sumária por “atipicidade dos fatos”. Eles também alegaram que não haveria provas de que os dois sabiam do carregamento de celulares encontrados.

“Ocorre que a tese de que os denunciados não teriam agido com consciência e vontade de participar dos crimes imputados não restou cabalmente demonstrada, de modo que essa questão só poderá ser dirimida após a instrução do feito, com a oitiva das testemunhas arroladas e com o interrogatório dos réus”, considerou Ana Cristina.

Operação Assepsia

Os sete denunciados foram alvos da Operação Assepsia, deflagrada pela Polícia Civil, no dia 18 de junho. A equipe apurou a entrada de 86 aparelhos celulares na PCE, encontrados dentro de um freezer no início daquele mês.

Para os delegados do caso, o envolvimento entre policiais, diretores da PCE e membros do Comando Vermelho não se tratou de um caso isolado.

Em depoimento, os detentos da facção confirmaram um acordo com os diretores da penitenciária.

Os sete envolvidos foram acusados de integrar, financiar e promover organização criminosa, além de introdução de celulares em presídios. Cinco deles também vão responder por corrupção ativa e dois por corrupção passiva.

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