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EUA negam liberdade de brasileiro pego com US$ 20 mi no colchão

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Redação

A Justiça dos Estados Unidos recusou conceder liberdade sob fiança para o brasileiro Cléber Rocha, detido com quase US$ 20 milhões escondidos debaixo de um colchão, no estado de Massachusetts. 

A Procuradoria Federal deste estado publicou na segunda-feira, 23, em sua conta do Twitter uma fotografia que mostrava as cédulas encontradas em Westbrough, próximo a Boston.
Rocha foi detido após comparecer no Tribunal de Boston e os procuradores o acusarem de crime de lavagem de dinheiro em um esquema associado à empresa TelexFree, que pediu falência em 2014 após provocar prejuízo de US$ 1,8 bilhão para cerca de um milhão de pessoas, muitos delas imigrantes brasileiros nos EUA, segundo o processo do caso. 

A TelexFree foi fundada pelo brasileiro Carlos Wanzeler e o norte-americano James Merrill. Este último se declarou culpado em uma audiência em outubro de 2016 e pode ser sentenciado a dez anos de prisão. Wanzeler, segundo documento divulgado pela Corte de Boston, está foragido no Brasil e não pode ser extraditado. Quando pediu falência, em 2014, a TelexFree devia cerca de US$ 5 bilhões aos participantes, mas tinha registrado nos livros US$ 120 milhões. 

A Promotoria afirma que Rocha trabalhou como mensageiro para Wanzeler, no esquema fraudulento baseado no Estado de Massachusetts. Wanzeler fugiu para o Brasil pelo Canadá depois que Merrill foi preso, em outubro passado, quando se declarou culpado.

Em junho de 2013, o Ministério da Justiça abriu o processo contra a Telexfree e começou uma investigação. O caso foi tão comentado na época que o termo “TelexFree” ficou em segundo lugar entre os dez mais buscados no Google em 2013. Só perdeu para “BBB 13”. A multa veio no ano seguinte, em 2014, período no qual a empresa resolveu encerrar os negócios. 

A TelexFree teria levantado US$ 1 bilhão pelo mundo com falsas promessas de rápido enriquecimento. A empresa vendia o serviço de voz pela internet (Voip), como o Skype ou o Google Talk. Os interessados em fazer negócio podiam se habilitar para serem os divulgadores do sistema, por meio de publicidade pela internet – mas tinham de pagar por essa publicidade. Havia vários tipos de contrato com a empresa, em várias faixas de “investimento”. O divulgador que fechava parceria com a empresa ganhava uma determinada quantia cada vez que conseguia um novo divulgador para os planos. Quanto mais caros os planos de adesão, maior a quantia recebida.

(Com Agência Estado)

 

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