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Estudantes ocupam entrada da UFMT contra aumento do valor da refeição

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Maria Clara Cabral

Um grupo de 30 estudantes segue bloqueando a entrada do Campus Cuiabá, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desde a manhã desta terça-feira (24). Eles protestam contra a proposta de aumentar, a partir de maio, o valor da refeição, que hoje custa R$ 1.

De acordo com a nova política de alimentação, estudantes com renda superior a 1,5 salário mínimo pagarão R$ 11; os com renda inferior terão gratuidade; e os que apresentarem critérios de vulnerabilidade de um edital, pagarão $ 5.

A ação ocorreu após audiência pública sobre a proposta, realizada na tarde dessa segunda-feira (23), com a presença da Pró-Reitoria de Planejamento e a de Assistência Estudantil, marcada anteriormente para 9 de março em Sinop, 26, 27 e 28 de março em Cuiabá, Rondonópolis e Barra do Garças. Agora as audiências devem acontecer nos campi até na quinta-feira (26).

“Essas audiências acabam somente seguindo um protocolo para falar que fomos ouvidos, sendo que em todo momento a gente se apresenta contra qualquer tipo de aumento e elas só acontecem na última semana do mês, então uma das coisas que a gente reivindica é que a proposta não passe a valer para maio”, explica a estudante de Geografia, Jacqueline Oliveira.

A ocupação da entrada também segue a proposta deflagração de greve estudantil no Campus de Sinop e o Campus Araguaia, em Barra do Garças, nas últimas semanas. “Nós estamos tentando fazer com que Cuiabá siga o movimento do interior que é paralisar a universidade”, afirma.

“Até então as mobilizações que a gente vem fazendo são ações pontuais, só quem está dentro do bloco vê. Aqui estamos também fora e a gente impede a passagem dos carros”, complementa.

Alternativas

Uma das alternativas apresentadas pelos estudantes é uma auditoria do contrato com a empresa Novo Sabor, do buffet Leila Maluf, e a retomada da cozinha do Restaurante Universitário (RU), que estava sob reforma quando o serviço foi terceirizado. “Eles falam que os cargos como o de merendeira foram extintos por lei federal, mas por que não se pensa em um processo seletivo?”, questiona.

“Numa reunião dos pró-reitores de Assistência Estudantil do Centro Oeste, a gente descobriu que a refeição da UFMT é a segunda mais cara, só perde para Brasília, mas se a gente observar o custo de vida de Brasília e Cuiabá, né?”, ressalta.

Os ocupantes se reúnem em plenária às 14h para discutir os próximos passos do movimento autônomo e na quinta-feira, os Centros Acadêmicos dos cursos devem se reunir no Diretório Central para deliberar uma Assembleia Geral sobre proposta de greve no Campus Cuiabá.

Outro lado

Em entrevista ao LIVRE em fevereiro, a administração da UFMT justificou a nova medida como um forma de manter o equilíbrio orçamentário da instituição e ampliar a gratuidade do serviço.

“O orçamento para custeio e investimento das universidades vem caindo, ano a ano. O orçamento de 2017, comparado ao do ano anterior, teve redução de cerca de 38% nos recursos destinados ao capital, utilizado para realização de obras e aquisição de equipamentos, e de aproximadamente 4,5% na verba destinada ao custeio, referente a manutenção de despesas básicas”, explicou o Pró Reitor de Administração, Bruno César.

Atualmente, na assistência estudantil, em torno de 1500 estudantes recebem o auxílio alimentação, após se submeterem a edital. Nesta reestruturação, a projeção é alcançar o dobro de estudantes beneficiados com a gratuidade. Significaria potencializar o que a política de assistência estudantil já se compromete; que é a priorização dos mais vulneráveis”, afirmou a pró-reitora de Assistência Estudantil, Erivã Garcia Velasco, em nota.

Entenda a nova proposta.

 

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25 de abril de 2026 13:55