15 de abril de 2026 04:36
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Especialistas alertam sobre os riscos da compulsão alimentar

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Redação

Ter o dia do lixo; chutar o balde; e enfiar o pé na jaca, são algumas expressões populares que definem bem um dos pecados capitais: a gula. No entanto, celebrada no dia 26 de janeiro, o Dia da Gula tem como objetivo conscientizar a população sobre os problemas que a compulsão alimentar pode gerar para a saúde.

O transtorno psicológico tem como principal característica a ingestão de alimentos de forma exagerada, estando ou não com fome. Segundo a professora do curso de psicologia da Universidade de Cuiabá (Unic), Daieni Dias, cada caso é individual. “Alguns acontecem pela ansiedade, luto, problemas hormonais, ou dietas muito restritivas, por exemplo”, diz.

A alimentação feita de forma descontrolada gera complicações na saúde e pode causar problemas respiratórios, deficiências nutricionais, alterações cardiovasculares e diabetes, por exemplo. A professora acrescenta que é importante manter, tanto o tratamento psicológico, quanto o nutricional, para que se tenha êxito nos resultados.

“As duas áreas são importantes, uma centrada em identificar a causa e assim, iniciar a promoção do bem-estar do paciente, enquanto a outra certifica de que não há deficiência nutricional, além de promover a reabilitação do estado nutricional”.

A coordenadora do curso de nutrição da Unic, Regina Magalhães, diz que é possível ser saudável ao mesmo tempo em que se come algumas besteiras.

“O importante aqui é o equilíbrio. Até porque, tudo em excesso faz mal ao nosso corpo”, comenta. O acompanhamento da especialidade garante que o paciente aprenda a se alimentar da forma correta, sem privações desnecessárias e principalmente, sem medo de engordar.

“Dietas feitas de forma desassistida podem desencadear uma compulsão alimentar. Isso porque elas são, geralmente, muito rígidas e causam estresse físico e emocional. Então, quando a pessoa decide ‘jacar’ e sair dessa dieta, acaba comendo quantidades muito maiores e isso acaba virando um ciclo”, pontua a nutricionista.

Confira abaixo sinais listados pelas professoras, que podem ser indicativos do transtorno:

  • Comer em excesso ou ter dificuldade em parar;
  • Se alimentar muito rápido;
  • Comer escondido;
  • Estar com sobrepeso ou obesidade;
  • Se sentir mal ou culpado após a alimentação;
  • Descontentamento com a autoimagem.

(Da Assessoria)

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