Agora as empresas do setor de eletroeletrônico serão obrigadas a implantar sistemas para coletar o lixo gerado pelo setor. As companhias também serão responsáveis por dar a destinação correta para os resíduos.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), menos de 20% do lixo eletrônico é formalmente reciclado no mundo. Os outros 80% vão parar em aterros sanitários.
A ordem consta em um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira (12).
Atualmente, segundo o governo federal, existem 173 pontos de coleta de resíduos desse tipo instalados no Brasil. Um acordo assinado com as empresas do setor prevê que o número aumente para 5 mil pontos até 2025.
Os locais devem ser instalados nos 400 maiores municípios do país, com tenham mais de 80 mil habitantes. A lista inclui Cuiabá.
Risco a trabalhadores
A destinação incorreta expõe trabalhadores a substâncias perigosas e cancerígenas como mercúrio, chumbo e cádmio.
Mais de 44 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico foram produzidas em escala global em 2017. A média individual é de 6 kg por habitante do planeta terra.
Uma previsão divulgada pela ONU aponta que o nível deve alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050.
(Com Agência Brasil)




