15 de abril de 2026 00:02
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Emagrecimento: planejamento é a chave do sucesso

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Para tudo na vida é preciso planejamento. Dificilmente uma pessoa acorda um dia e pensa “vou comprar uma casa”, ou “vou ter um filho”. Por que seria diferente com a ideia de emagrecer? Para que o plano de perder peso dê certo, o segredo do sucesso também é o planejamento.

Segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, 57% dos brasileiros estavam com sobrepeso em 2021.

E ainda de acordo com o estudo “A Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS”, conduzido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no ano de 2030, 68% dos brasileiros terão excesso de peso e 26% sofrerão de obesidade.

“A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, gerando um estado de inflamação no organismo que pode acarretar graves problemas de saúde, aumentando o risco de morte. A obesidade é uma doença crônica grave e redicivante que raramente se resolve espontaneamente”, alerta a médica endocrinologista e professora do curso de Medicina da Unic, Ana Flávia Fiacadori.

A especialista elenca seis dicas para ajudar a quem está lutando contra a balança.

Ajuda profissional

O primeiro passo e mais importante, porém muitas vezes negligenciado no processo de emagrecimento é procurar ajuda. Procure um profissional de saúde com experiencia no tratamento da obesidade. Emagrecer não é um processo fácil, mas pode ser facilitado com o acompanhamento adequado de uma equipe multiprofissional com médicos, nutricionista, psicólogo e educadores físicos.

Tenha um plano

Tenha metas realizáveis e não tenha pressa. Evite dietas extremamente restritivas, e “chás milagrosos” e busque por uma mudança hábitos que possam ser mantidas a longo prazo.

Dietas restritivas podem trazer resultados rápidos, mas o organismo pode recuperar os quilos perdidos também em pouco tempo, o que acaba frustrando o indivíduo e gerando o temível efeito sanfona que é prejudicial para o metabolismo.

Devagar se vai ao longe, como diz o ditado. Valorize suas pequenas vitórias, todo quilo perdido é do seu mérito.

Atenção ao que come

Quando for ao supermercado, de preferência aos alimentos in natura e minimamente processados, eles são mais saudáveis e naturais devendo ser a base da nossa alimentação.

Evite alimentos ultraprocessados, eles têm uma composição nutricional desbalanceada com alto teor de sódio ricos em gorduras e açúcar com alto teor calórico e poucos nutrientes e são relacionados ao desenvolvimento de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Então fique de olho nos rótulos e procure evitar esses alimentos.

Reveja hábitos

Além dos hábitos alimentares, é preciso rever alguns hábitos sociais.

Procure realizar atividades sociais que não estejam apenas vinculadas com o comer e beber, como prática de atividade física, teatro, cinema, leitura, passeios ao ar livre.

Caso seja convidado para festas e jantares procure por opções mais saudáveis na hora de se alimentar, evite repetir o prato e beba água entre os drinks.

Se possível, avise aos mais chegados a sua decisão de focar na sua saúde e em sua meta de emagrecer: certamente quem se preocupa e gosta de você vai entender a sua necessidade.

Trate o emocional

O estresse, a depressão e a ansiedade são componentes que podem influenciar bastante na balança. Muitas pessoas acabam descontando na comida seus problemas emocionais, por isso, é importante também procurar tratamento psicológico para identificar possíveis transtornos e doenças mentais que impactem no aspecto físico.

Faça exercícios físicos

Essa dica vale não apenas para o processo de emagrecimento, mas também auxilia na manutenção do peso perdido, fase mais longa e desafiadora desse processo.

Fazer atividades físicas é bom para a saúde mental e física, ajuda a prevenir doenças, melhorar a produtividade e o bem-estar.

A especialista destaca ainda que mudança de hábitos provocam mudanças diversas no organismo, inclusive quando falamos do equilíbrio da produção hormonal, é um engano pensar que o ganho de peso está só ligado à alimentação em excesso e sedentarismo.

A obesidade é muito mais que isso, é uma doença extremamente complexa causada por vários fatores.

Além das influências ambientais, temos um importante componente genético, além de alterações hormonais que influenciam no ganho de peso.”, completa Ana Fiacadori.

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(Com Assessoria)

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