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Cidades

Em Cuiabá, presidente do Banco Central alfineta críticos, mas nega estar respondendo Lula

Foto de Raul Bradock
Raul Bradock

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, alfinetou a escalada de críticas em relação às ações da instituição, principalmente por pessoas que não fazem parte do setor econômico. Ele também reiterou a importância de o Brasil abordar a questão fiscal em seu discurso.

Ele fez essas declarações hoje (19), durante sua participação em um evento realizado Cuiabá, organizado pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores do Mato Grosso (Fenabrave-MT) e pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado de Mato Grosso (Sincodiv-MT).

“Os juros são muito mais consequência do que causa. É óbvio que o juro no Brasil é alto, sabemos disso. Mas temos que ter um reconhecimento que o Brasil tem um problema fiscal e que alguma hora precisamos ter um esforço maior para resolver. Caso contrário, vai ser muito difícil daqui para frente”, alertou o presidente do BC.

O tema abordado é alvo de críticas do atual governo Lula (PT). O presidente atacou a política de juros adotada pelo Banco Central várias vezes assim que assumiu a presidência.

Foto: Victor Zaiden

Campos Neto minimizou afirmando que não estava respondendo ninguém. “Este não é um tema deste governo, não é uma crítica. É algo que já vem de muito tempo”, afirmou.

Mas seguiu alfinetando os críticos de plantão. “Ficou muito comum nesses últimos tempos temas que são totalmente particulares do BC e totalmente técnicos virarem um debate nacional. É como na época que tem Copa do Mundo que todo mundo quer ser técnico de futebol, a gente viveu um ambiente em que todo mundo era analista econômico”, afirmou.

Campos Neto destacou ainda sua preocupação contínua em relação à situação fiscal do país, afirmando que a mesma ainda não foi devidamente resolvida.

Segundo ele, existe a necessidade de promover o avanço da agenda econômica no Congresso Nacional, buscando a aprovação de propostas que, teoricamente, poderiam fortalecer a estabilidade fiscal do país.

“O mundo ficou mais desafiador. É como se a barra tivesse subido e você tivesse de ser melhor aluno do que foi no passado”, concluiu Campos Neto.

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