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Deputado eleito Neri Geller consegue liberdade no plantão do STJ

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Camilla Zeni

O deputado eleito por Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura Neri Geller (PP) deve deixar, em poucas horas, o presídio da Mata Grande, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), onde está preso desde sexta-feira (9).

O político foi alvo de nova fase da Operação Lava Jato e é acusado de participar de esquema criminoso com o grupo JBS em troca de propina.

O pedido de liberdade foi impetrado pelos advogados Flávio Barra e Ricardo Monteiro, na tarde de sábado (10). Já a decisão foi do ministro Nefi Cordeiro, plantonista no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e foi concedida no início desta noite (11).

Conforme o advogado, a expectativa é que o deputado deixe o cárcere ainda nesta noite. “Vai depender da comunicação. Agora são os trâmites burocráticos”, explicou Ricardo Monteiro ao LIVRE.

Neri Geller foi preso no último dia 9, em Rondonópolis, pela Polícia Federal, em um desdobramento da Operação Lava Jato. A nova fase, denominada Operação Capitu, investiga, entre outros assuntos, desvios no Ministério da Agricultura, Pasta que o deputado conduziu em 2014, durante o mandato da ex-presidente Dilma Roussef (PT).

Além dele, três executivos da J&F e o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), também foram presos.

De acordo com as investigações, Geller fazia parte de um grupo de servidores do Ministério que recebiam um mensalinho da J&F, no valor de R$ 250 mil. A propina, segundo os investigadores, era para que uma emenda que previa inspeções de frigoríficos por parte do Ministério fosse aprovada. Assim, o controle deixaria de ser dos estados e municípios.

Na mesma manhã da prisão, o deputado eleito prestou depoimento na Polícia Federal de Rondonópolis e, em seguida, foi transferido para uma cela comum na penitenciária da Mata Grande, já que não possui diploma universitário.

Apesar da prisão do político, advogado especialista em Direito Eleitoral afirmou ao LIVRE que ele deverá tomar posse normalmente, como deputado federal, a partir de fevereiro.

Conforme o advogado, depois da eleição, apenas dois tipos de ação na Justiça Eleitoral poderiam levar à inelegibilidade de um candidato eleito e impedir a posse: um recurso contra expedição de diploma (RCED), ou uma ação de impugnação de mandato eleitoral (Aime).

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