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Deputado critica troca de farpas entre governador e prefeito e cobra intervenção de Botelho

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Gabriela Galvão

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) protocolou, na sessão noturna desta quarta-feira (27), um memorando pedindo uma intermediação do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), no diálogo entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB). Na última semana, os dois trocaram farpas acerca da responsabilidade sobre a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que está com os atendimentos paralisados desde o dia 11.

“Estou formalizando o pedido para que o presidente cumpra seu papel político de mediador do diálogo entre o governador e o prefeito, uma vez que, além de presidente da Assembleia Legislativa, ele tem relação política próxima com os dois. A situação da Santa Casa precisa ser tratada com diálogo, com o cumprimento dos papeis institucionais e sem contaminação pelo processo político”, declarou Lúdio.

Enquanto Emanuel Pinheiro busca dividir a responsabilidade sobre o hospital com o Estado, argumentando que 70% dos atendimentos são a pacientes do interior e que Cuiabá não tem condições de “salvar” a unidade filantrópica sozinha, Mauro Mendes afirma que a manutenção da Santa Casa é competência exclusiva da prefeitura e que o Estado não tem recursos para ajudar a reduzir o déficit financeiro.

Ao protocolar o pedido, Lúdio ressaltou que a intermediação de Botelho foi um dos encaminhamentos da audiência pública para tratar sobre a unidade, realizada na segunda-feira (25), e que o presidente já tem buscado levar adiante esse compromisso.

O fechamento da Santa Casa

Após a paralisação dos atendimentos na Santa Casa, em 11 de março, a prefeitura chegou a firmar um compromisso de repassar R$ 3,6 milhões, que serviriam para pagar os salários atrasados dos funcionários, mas acabou recuando devido às investigações contra a antiga administração da unidade. De acordo com o município, é a Santa Casa que deve R$ 24 milhões para a prefeitura. Em meio à crise, a União alegou que não pode liberar R$ 12 milhões para o hospital, recursos que eram de emenda de bancada.

No dia 15, Emanuel Pinheiro disse que iria esperar para decidir se decretava ou não a intervenção no contrato do município com a unidade. Até lá, os pacientes que fazem tratamento na Santa Casa estão sendo realocados para outros hospitais da Capital e o contrato segue suspenso. Com a medida, a Santa Casa foi bloqueada no sistema de regulação e os novos pacientes que iriam para lá estão sendo reagendados.

Em 14 de março, Ministério da Saúde solicitou a elaboração de um plano estratégico de gestão da Santa Casa como condicionante para liberação de recursos do Fundo de Saúde da União para auxiliar no déficit financeiro da unidade filantrópica, que ainda não foi concluído.

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