15 de abril de 2026 13:24
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Depois da tempestade: moradores de Bonsucesso se unem para reconstruir casas

Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Moradores da Comunidade de Bonsucesso, em Várzea Grande (Região Metropolitana de Cuiabá), se reuniram para recolocar telhas nas casas e retirar os cacos que estavam espalhados pelo chão.

O local foi atingido por um vendaval no final da tarde de domingo (14) e, na manhã desta segunda-feira (14), o cenário era impressionante.

Restos de construção por todo lado, muros caídos e os moradores tentando de alguma forma organizar o que sobrou.

Estima-se que 10 pessoas tenham se ferido. Elas estavam entre os 400 convidados da tradicional Festa de São Benedito.

A festeira Mariuce Maria da Silva, 45, conta que por volta das 17h, todos haviam almoçado e estava acontecendo a matinê dançante. Nesta hora, a chuva começou a cair.

Mariuce era festeira no evento e mostra como a casa da família dela ficou com a ventania (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“No começo era fraca e com muita ventania. Então, as pessoas foram se abrigando em baixo das barracas e do salão. Mas, não havia espaço para todos e alguns tiveram que se molhar”.

A força do vento foi aumentando até que as barracas foram carregadas e os pedaços da estrutura caíram pelo chão.

“Moro há aqui desde que nasci e nunca vi uma coisa dessa antes. Poucas casas ficaram sem ter o telhado danificado. Graças à Deus ninguém se machucou gravemente”.

Mariuce explica que se formou um grande alvoroço e as pessoas tentavam ligar para a polícia ou Samu para socorrer as vítimas.

“Nenhum deles apareceu, mas quem estava aqui começou a colocar os feridos no próprio carro e levá-los para o Pronto-Socorro”.

Ferimentos leves

O peixeiro Ronaldo Leite Rosa, 49, relata que a cunhada dele estava entre os feridos. Ela teve uma lesão na cabeça e quebrou um dente.

Segundo ele, os primeiros socorros foram realizados no domingo no PS e nesta manhã ela foi para a UPA.

Casas tiveram o telhado totalmente destruído com o vendaval que atingiu VG (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“Eu também estava na festa, mas quando vi aquele vendaval, corri e me escondi no salão paroquial. Foi muito rápido. Quando sai, eu vi a destruição”.

Quando a chuva parou, Ronaldo foi avisado pelos vizinhos que a casa dele havia sido  destelhada. Mesmo sem parte da cobertura, a família dormiu no imóvel.

“Eu estava com medo da chuva voltar. Ainda bem que ela não veio”.

A escola

O telhado de um dos blocos da Escola Municipal Professora Maria Barbosa Martins, que é feito de metal, se descolou da estrutura e foi carregado por 100 metros.

Em seguida, caiu sobre os postes e fios de energia elétrica e bloqueou o trânsito na rua principal de comunidade.

Nesta segunda pela manhã, técnicos da Energisa, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal estavam no local.

Técnicos da Energisa tentam cortas árvores, retirar entulhos e restabelecer energia elétrica (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

De acordo com o comandante da Guarda Municipal de VG, Evandro Homero Dias, ainda iria demorar um tempo para que os destroços fossem retirados.

Ele explica que pela manhã, algumas crianças foram até a escola, pensando que haveria aula.

“Teve aluno que chorou quando viu a escola deste jeito. Ela foi totalmente reformada recentemente, por isso a tristeza”.

O motorista Fernando Azevedo, 37, mora ao lado da escola e diz que ouviu apenas o barulho forte e, em seguida, a casa ficou sem luz.

“Quando sai de casa, vi a situação do telhado. Temos que agradecer o fato da ventania ser no domingo. Se fosse durante a semana, poderia ter atingido as crianças”.

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