15 de abril de 2026 03:45
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Delegado vai analisar imagens para apurar quem atropelou verdureiro

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

O trágico atropelamento do verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48 anos, que resultou em sua morte na noite do último sábado (14), ainda rende questionamentos.

A médica Letícia Bortolini, 37 anos, assumiu estar dirigindo o carro no momento do crime, mas testemunhas afirmam que o motorista era, na verdade, seu marido, o também médico Aritony de Alencar Menezes.

O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), que está investigando o caso, disse que nesta segunda-feira (15) ele e os investigadores da Deletran estão percorrendo o caminho feito pelo casal e pegando todas as imagens de câmeras de segurança.

“Nós estamos refazendo o caminho deles. No fim do dia, ou amanhã, terei a segurança de dizer se era ela, ou ele, dirigindo”, disse Christian.

Segundo o delegado, ainda não há nada oficial, mas como há o boato, a Deletran está em busca de provas para incriminar o verdadeiro culpado.

“Não tem nada que confirme que seja ela, apesar de ela ter sido flagranteada e confessado em depoimento e também em frente à juíza”, afirmou o delegado.

Christian disse que o casal estava voltando do Festival Braseiro, quando ocorreu o acidente. E que a delegacia está trabalhando para solucionar o caso o mais rapidamente possível, para impedir que o casal “influente e que tem muitos conhecidos” não possa atrapalhar as investigações.

Entenda o caso

O verdureiro Francisco Lucio Maia foi atropelado por um Jeep Compass na noite do último sábado (14), quando terminava de atravessar a Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, ao tentar subir o carrinho de verdura na calçada. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na hora.

A médica Letícia Bortolini, 37 anos, foi presa no mesmo dia, assumiu estar dirigindo e foi autuada por homicídio culposo e omissão de socorro. Ela estava acompanhada do marido, o também médico Aritony de Alencar Menezes e estava dirigindo sob efeito de álcool no momento do atropelamento.

Uma testemunha seguiu o carro e viu o casal entrar em um condomínio no Jardim Itália.

Em audiência de custódia realizada no Fórum da Capital, na tarde do domingo (15), a juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 11ª Vara da Justiça Militar e Custódia de Cuiabá, negou a soltura da médica e determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, sob argumento de assegurar a ordem pública.

A filha do verdureiro fez um desabafo nas redes sociais pedindo por justiça. Francy Silva disse que a dor é muito grande e que nada irá trazer o pai de volta. “Meu pai não é cachorro, merecia ao menos socorro”, disse.

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