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Defesa Civil de Cuiabá determina novas desapropriações após desabamento em terreno

Foto de Julia Oviedo
Julia Oviedo

A Defesa Civil de Cuiabá determinou que mais uma família deixe a residência após o desabamento de um terreno, que ocorreu na tarde desta segunda-feira (10). Em vistoria na manhã desta terça-feira (11) em duas residências próximas do ocorrido, o órgão solicitou aos moradores de uma delas que deixassem o local, pois há risco de novos desabamentos.

“O imóvel fica a cerca de cinco metros da obra e apresenta rachaduras visíveis nas paredes e no chão. Solicitamos então que os moradores deixem o local ainda hoje”, disse o capitão Joalino Domingos Ferreira.

Os danos estruturais não só na residência, mas também em uma creche filantrópica, desapropriada em novembro do ano passado, seriam decorrentes de um empreendimento residencial que está sendo construído na Avenida 8 de Abril.

A creche filantrópica Nossa Senhora do Carmo, localizada na Avenida São Sebastião, no bairro Goiabeiras, teve 90% de sua estrutura comprometida, segundo o levantamento da Defesa Civil. Os profissionais vistoriaram as salas de aula, igreja e a quadra da unidade, também na manhã desta terça-feira.

“Quando tivemos conhecimento da situação, no ano passado determinamos a interrupção imediata das atividades da instituição e, inclusive, auxiliamos na retirada dos móveis, levados para outro endereço. Se houvesse crianças ou funcionários no local, poderia ter acontecido algo pior”, disse o capitão.

A construtora responsável pelo terreno afirmou, por meio de nota, que irá reconstruir parte da estrutura da creche que foi atingida. A empresa também já informou que já havia se comprometido a reconstruir a unidade educacional desde janeiro deste ano, quando foi constatada a situação de risco do local.

A Defesa Civil explicou que para executar a obra naquele terreno, que apresentava grande inclinação, a empresa precisou realizar uma série de cortes, para que ele ficasse nivelado.

Mas, segundo a construtora, o desabamento ocorreu em uma contenção e que o ocorrido faz parte dos trabalhos preliminares da construção do empreendimento, não trazendo nenhuma espécie de risco para os trabalhadores que atuam na obra.

Ainda assim, a empresa garantiu que a construção do prédio só iniciará assim que houver a constatação de que o local não traga riscos.

O desabamento dessa segunda-feira mobilizou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar. O trabalho de monitoramento na região se estenderá pelas próximas semanas e um laudo oficial deve ser emitido nesta quarta-feira (11).

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