Cuiabá e Várzea Grande devem adotar medidas semelhantes para frear o contágio diário pelo novo coronavírus pelos próximos 10 dias. A tendência é que ações sejam mais rígidas que as baixadas nessa quinta-feira (25) pelo Governo de Mato Grosso.
Os municípios analisam restringir atividades comerciais e, até mesmo, fechar totalmente (lockdown) estabelecimentos que não sejam classificados pelo governo federal como essenciais.
O impasse, até agora, é que os prefeitos não veem o mesmo grau de necessidade de algumas atividades, por exemplo, salões de beleza e academias de ginástica.
“Está sendo analisado a legalidade das ações que podem ser adotadas. O Supremo [Tribunal Federal] diz que Estados e municípios podem ser mais rígidos, mas não podem ser mais flexíveis”, disse o secretário de Comunicação da Prefeitura de Várzea Grande, Marcos Lemos.
Os prefeitos Emanuel Pinheiro e Kalil Baracat – ambos do MDB – conversaram nesta sexta-feira (26) de manhã por telefone e chegaram a um acordo de adotar as medidas, e pelo mesmo prazo, que seria de 10 dias. O anúncio dos decretos deve ocorrer paralelamente.
O decreto do governo estadual concede prazo de 48 horas para os municípios elaborarem e anunciarem as medidas mais rígidas para o controle do contágio. O governador Mauro Mendes (DEM) manteve algumas regras do decreto anterior (toque de recolher e horário funcionamento do comércio) e transferiu outras medidas para os municípios.
Eles terão que, por exemplo, estabelecer turnos de trabalho para os segmentos da economia, com o objetivo de reduzir a circulação de pessoas nos horários de pico, no começo da manhã, ao meio-dia e no fim da tarde.




