15 de abril de 2026 07:35
Cidades

Cuiabá é referência em ortopedia oncológica pelo SUS

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Redação

Apesar de não ser muito falado, o câncer também pode atingir os ossos, tendões, cartilagens e músculos que compõem o sistema locomotor do corpo humano. Os sintomas costumam ser discretos e variados, e por ser mais raro que outros tumores, é importante estar atento a algumas alterações como dor, inchaço nas articulações e fraturas frequentes. Mas a quem recorrer nestes casos? A especialidade médica responsável é a ortopedia oncológica, que além de tratar, realiza diagnósticos e até mesmo cirurgias, que acaba sendo o tratamento principal para a maioria dos tumores ósseos.

Até pouco tempo atrás, em Mato Grosso os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) tinham que ser enviados para outros estados para realizar o tratamento ou os procedimentos necessários. O que fazia com que ficassem um longo tempo na fila de espera, gerando, consequentemente, possível agravamento da doença, uma vez que o tratamento precoce é sempre a melhor forma de amenizar os efeitos dos tumores.

Hoje, os pacientes do SUS em Mato Grosso já contam com um atendimento especializado em ortopedia e traumatologia, e que, atualmente, é referência na ortopedia oncológica, inclusive, com cirurgias inovadoras como as de endopróteses, e as reparadoras. Os atendimentos são realizados por profissionais da empresa Medtrauma no Hospital Santa Casa de Cuiabá, e atende pacientes transferidos via Central de Regulação.

A coordenadora do trabalho na Medtrauma, Polyana Zarbin, explica que são feitas 25 consultas por semana, pelo Sistema Único de Saúde, e duas cirurgias semanais, o que é um grande avanço para a saúde, uma vez que nunca havia sido feita no estado. “Era um procedimento muito caro e não tinha profissionais capacitados, mas hoje temos nomes de referências que realizam os atendimentos e cirurgias complexas para o tratamento do tumor ósseo”.

Uma das vantagens do atendimento ocorrer no estado é permitir que o paciente receba todo o acompanhamento médico necessário no pós-cirúrgico. Polyana explica que a recuperação é muito demorada e a reabilitação é de longo prazo. Com a possibilidade de o paciente ser tratado no mesmo estado, isto permite menos deslocamentos, também facilita para que possa receber ajuda de parentes, e também gera economia ao Estado, que antes precisava custear todo o tratamento fora de Mato Grosso.

(Da Assessoria)

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