Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Marcos Machado decidiu não soltar – ao menos por enquanto – o chefe de gabinete do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Machado converteu um pedido de prisão domiciliar, feito pela defesa, em uma requisição de informações ao Centro de Custódia da Capital, onde Antônio Monreal Neto está detido desde terça-feira (19).
Monreal Neto foi o único alvo da Operação Capistrum, deflagrada pelo pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público de Mato Grosso, a ser preso.
No pedido de prisão domiciliar, a defesa alegou que a decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva – que levou o chefe de gabinete a ser detido – determinava que Monreal não tivesse contato com outros acusados. Contudo, segundo o advogado Francisco Faiad, isso seria impossível devido à estrutura do CCC.
O pedido foi apreciado nesta quarta-feira (20) por Marcos Machado. O magistrado determinou que o CCC forneça esclarecimentos sobre a situação prisional do investigado, em especial as condições do local onde Monreal está sendo mantido.
O prazo para que essas declarações sejam prestadas é de 24 horas, só então Marcos Machado deve decidir se acata ou não o pedido de prisão domiciliar.




