Os produtores de Mato Grosso devem ganhar um “fôlego” com a alta da soja brasileira devido a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. Ambos os países têm tem uma produção agropecuária parecida, mas vivem um momento de crise comercial.
Enquanto os EUA anunciaram tarifas sobre a importação de 1,3 mil produtos chineses, no valor de US$ 50 bilhões de dólares, a China não deixou por menos e também divulgou uma lista taxando seus produtos, com um valor similar.
As consequências desses enfrentamentos parecem ser boas para o Brasil, ao menos para o agronegócio. Nesta quinta-feira (5), o mercado brasileiro registrou um dia de fortes altas no preço da soja. Em Paranaguá (PR), por exemplo, a saca chegou a R$ 85, alta de 2,41%. No Porto de Rio Grande, a alta foi de 3,48% para maio, fechando em R$ 80,20 a saca.
Os recordes em relação ao preço e ao prêmio – quanto o mercado está disposto a pagar para ter o produto brasileiro – se devem principalmente a taxação de 25% em cima da soja importada dos Estados Unidos pela China, balançando as cotações no mercado internacional.
O país asiático é o maior comprador individual de soja do mundo. Em 2017, de acordo com o governo chinês, as importações do país somaram 95,5 milhões de toneladas. Do montante, 50,9 milhões vieram do Brasil, 32,9 milhões dos EUA, 6,6 milhões da Argentina e 2,6 milhões do Uruguai.
Devido a alta da soja brasileira, alguns mercados importadores como a União Europeia e o Japão poderão procurar pelo grão americano, enquanto a China poderá ampliar a compra do produto brasileiro.
Para 2018, a previsão era de que o Brasil enviasse ao menos 70 milhões de toneladas para os chineses, mas, com os embargos americanos e a quebra da safra argentina esse montante deve ter um acréscimo de 5,7%, chegando a 74 milhões de toneladas, segundo especialistas.




