Cidades

“Cortar cargos é um discurso bonito, mas não é prático”, diz ex-chefe da Casa Civil

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Laíse Lucatelli

O deputado estadual Max Russi (PSB) afirmou que a decisão do próximo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), de reduzir o número de funcionários comissionados do Estado, não é prática. Mauro anunciou que, em seu governo, que começa em 1º de janeiro de 2019, irá exonerar 3 mil servidores, entre cargos comissionados, contratados e com função gratificada, além de extinguir nova das 24 secretarias.

“Tem que cortar, mas… Eu sou meio cético nessa questão dos cargos. O discurso é bonito, ‘vamos cortar comissionados’, mas não sei se é prático. A Casa Militar tem 57 cargos DGA-10, que é só para servidor efetivo e é R$ 500 de gratificação. Eu não vejo como cortar esses 3 mil cargos. Não vejo nisso a solução do problema, mas é importante”, disse.

Segundo o Gabinete de Comunicação (Gcom), o governo estadual tem pouca mais de de 6 mil cargos comissionados, dos quais 4.510 são ocupados por servidores efetivos que recebem um percentual da função comissionada, e 1.551 são exclusivamente comissionados, ou seja, não são concursados do Estado. Além disso, o Estado tem 29,7 mil funcionários com contratos temporários, a maioria de professores e alguns na Saúde.

Max Russi, que foi secretário de Gestão e chefe da Casa Civil no governo Pedro Taques (PSDB), defendeu que, em vez de reduzir cargos, o governo priorize o combate à sonegação.

“Acho que um trabalho que tem que ser feito forte é sobre a sonegação fiscal. Nós tivemos uma CPI [da Renúncia e Sonegação Fiscal], apontamos mais de R$ 1 bilhão de sonegação e uma série de problemas, encaminhamos aos órgãos, mas não vimos nada de concreto em cima desses sonegadores, pelo menos não saiu na mídia”, disse.

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